Análise técnica: Ibovespa deve romper os 52 mil para mirar novas máximas

Volume decrescente na última semana sinaliza a falta de compromisso do mercado com a venda; Dow Jones luta com LTB

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – O ajuste que muitos esperavam aconteceu. Na última semana o Ibovespa acumulou baixa de 4,64%, ao esbarrar novamente na forte resistência instaurada nos 52 mil pontos.

Contudo, a retração verificada pode ser considerada “saudável” do ponto de vista da análise técnica, como afirma Marlo Ignatowski Barcelos, analista da Investor, uma vez que estamos vivenciando uma tendência de alta.

Outro destaque foi o volume no período, tendo como princípio que o indicador confere a força do movimento. A trajetória descendente verificada, em termos técnicos, é positiva, o que demonstra que não há tanta força vendedora no mercado neste momento.

Tendência de alta confirmada

Aprenda a investir na bolsa

Levando em consideração a tendência de alta de curto prazo, indicada pelo canal de alta, Barcelos recomenda aumentar a exposição à renda variável caso o índice teste a LTA (Linha de Tendência de Alta) da formação, que é subsidiada pela média móvel de 21 dias.

Acima dos 49.750 pontos, o Ibovespa, segundo os analistas da Itaú Corretora, ganha força para alcançar os 50.180 pontos e 50.250 pontos, região vital para a retomada definitiva da tendência de alta de curtíssimo prazo, como indica a equipe da Focques Analistas Técnicos.

Ultrapassando este ponto importante, o mercado segue direto para os 51.400 pontos, onde está localizada a retração de 38% dos números de Fibonacci vinda do último pivô de alta, como mostra o gráfico diário cedido por Barcelos.

Deixando definitivamente para trás esta resistência, o Ibovespa encontra barreiras em 52.100 pontos, 53.00 pontos, 53.950 pontos e os 55.000 pontos, afirma a equipe da Itaú.

Atenção para os suportes

Do lado dos suportes, as equipes da Focques e da Itaú pedem atenção para a região dos 48.567 pontos e 48.180 pontos, respectivamente, de modo que pelo último patamar passa a LTA de curto prazo.

Abaixo destes perímetros, os analistas do Bradesco traçam suportes em 47.730 pontos e 45.980 pontos. Mantendo tal tendência de baixa, o mercado segue para testar a média móvel de 50 e 200 dias.

Dow Jones

PUBLICIDADE

Ainda abaixo da LTB (Linha de Tendência de Baixa) de longo prazo, o Dow Jones, índice que mede o desempenho das 30 principais blue chips dos EUA, segue a luta para romper os 8.590 pontos.

Superando tal patamar com um volume acima da média, o mercado norte-americano deve encontrar resistência imediata em 9.000 pontos, avalia o Bradesco, com suportes em 7.500 pontos e 7.000 pontos.