Análise técnica: blue chips esbarram em resistência e sofrem com realização

Ação da Petrobras fecha última sessão com candle de reversão, enquanto papel da mineradora segue seu canal de congestão

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SÃO PAULO – Depois de um mês de maio rentável para a renda variável brasileira, desafiando até o ditado norte-americano sobre o mês, o primeiro pregão de junho constatou a força da tendência de alta, com o Ibovespa fechando a terça-feira (1) em alta de 2,42%.

Já entre as duas principais blue chips do mercado, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE5), o último mês retratou movimentos distintos. Enquanto os papéis preferenciais da estatal avançaram forte, rompendo até a retração de 50% de toda perna de baixa resultante da crise, as ações da mineradora passaram os pregões acumulando entre R$ 31,50 e R$ 33,75.

A clara defasagem de desempenho chama a atenção dos analistas técnicos, principalmente em relação ao canal lateral formado no gráfico diário dos papéis preferenciais classe A da Vale, que pode ter uma interpretação dúbia.

Vale

Após a abertura em gap no último pregão, os ativos da mineradora testaram mais uma vez a resistência de R$ 33,75, deixando um candle de indecisão em topo no gráfico diário, o que pode resultar em um movimento de realização no curto prazo.

Abaixo desta região, Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora, traça suporte imediato em R$ 33,25 e R$ 31,85, com R$ 31,50 sendo o principal parâmetro. Caso perca a última região, e, consequentemente, a congestão, o papel pode engatar um movimento mais intenso de queda.

Do outro lado, se a ação preferencial da mineradora ultrapassar com um volume acima da média a resistência do canal lateral, o ativo deve tomar impulso direto aos R$ 34,70, ganhando fôlego para alcançar o perímetro de R$ 35,80, de acordo com a equipe do Bradesco.

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Petrobras

O rompimento da retração de 50% dos números de Fibonacci deu aos papéis da estatal força adicional para testarem a máxima verificada em setembro do ano passado (R$ 35,20).

Assim como a ação da Vale, os ativos preferenciais da empresa abriram a última sessão com um gap, ao passo que encerram o pregão de segunda-feira com um Doji em cima de sua resistência de curto prazo, uma sinalização de reversão segundo os conceitos de análise técnica.

Deste modo, Collor traça suporte intermediário em R$ 34,70, visando os R$ 33,51. Perdendo o último perímetro traçado, os analistas do Bradesco preveem realização até R$ 33,00, R$ 32,60 e R$ 32,15.

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Mantendo-se a tendência de alta, ou seja, acima dos R$ 35,40, a equipe do banco vislumbra novos avanços até a resistência em R$ 41,20, com resistência na retração de 61,8% de toda perna de baixa, ou seja, os R$ 37,50.