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Rodolfo Margato, economista da XP, participou do programa Morning Call da XP nesta quinta (31) e disse que a lista é “relativamente extensa” de exceções às tarifas de 50% do governo americano.
A queda, segundo ele, é de quase US$ 4 bilhões nas exportações. “Vejam que o impacto não é desprezível, mas é relativamente limitado do ponto de vista macro”, disse.
“A gente não vai alterar o cenário de política monetária nem os grandes números (econômicos) com anúncio recente”, informou.
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Alguns produtos importantes da pauta de exportação brasileira entraram na lista de exceções, com petróleo, produtos de ferro e aço, celulose, aeronaves e suco de laranja, mas outros continuam sujeitos à tarifa de 50%, como café, cacau, carnes e frutas – nesses últimos o economista crê ainda em negociação.
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Carne bovina
Leonardo Alencar, head de agro da XP, explicou que com relação à carne bovina, existe um sazonal de compra de carne nos Estados Unidos e o volume já estava sendo desacelerado. Esse período de maior volume de exportação de carne do Brasil para o mercado americano acontece entre março e abril.
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“O volume em maio e junho já era muito menor”, pontou Alencar. A carne adquirida entre o final do primeiro trimestre do ano e o início do segundo atende o período maior de consumo do produto nos Estados Unidos, que é na primavera e do verão, com a prática do tradicional barbecue (churrasco) americano.
Além disso, ele disse que outros mercados tiveram demanda forte da carne brasileira nesse ano. “O Brasil está muito competitivo. Parte disso é o custo mais baixo aqui no país (da produção)”, afirmou. Entre os mercados que o Brasil passou a abastecer mais com carne bovina em 2025 inclui a China e o México.
“No micro, não estamos tão preocupados. O Brasil vai conseguir realocar sua produção para outros mercados, com preços bons e até melhor do que os Estados Unidos”, disse.
Alencar explicou que o Brasil exporta muito para os EUA a carne magra, que vai para indústria. “Sem o Brasil fornecedor os Estados Unidos, isso vai significar inflação para o consumidor americano”, afirmou.