Análise: entrada de capital de fora na B3 e queda de superexposição nos EUA continuam

Junho registrou mais um período de fluxo líquido positivo de investidor estrangeiro na B3

Augusto Diniz

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Junho pode ser marcado como o segundo mês seguido de forte fluxo líquido positivo de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. Na sexta-feira (27), no penúltimo dia útil de junho, o mês já indicava um novo saldo líquido positivo de R$ 4,1 bilhões proveniente de investidores estrangeiros.

Raphael Figueredo, o Rafi, estrategista da XP, que comandou o programa Morning Call da XP nesta segunda (30), aponta que ocorre um forte movimento global de “rotation” (rotação de capital) desde o chamado “Liberation Day” (2 de abril) em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de importação aos países os quais os EUA mantêm relação comercial.

“O mundo vai reduzindo a superexposição ao mercado americano e conduzindo o fluxo para outros lugares do mundo”, disse.

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Valuations atrativos

Segundo ele, investidores estrangeiros tem se aproveitado na Bolsa brasileiro de valuations atrativos. “Oportunidades mais táticas também têm ajudado muito esse movimento”, acrescentou.

Em maio, o fluxo estrangeiro líquido alcançou o expressivo número positivo de R$ 10,6 bilhões. Já em abril, o mês do Liberation Day, o saldo ficou levemente negativo: menos R$ 1 bilhão.

“Essas entradas têm sido massivas e consecutivas enquanto o investidor local cai”, aponta Rafi. O investidor institucional local tirou da bolsa brasileira R$ 8,3 bilhões em maio. Já em junho, faltando um dia útil para encerrar o mês, o saldo líquido negativo já alcança R$ 7,7 bilhões.

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Há um ano, desde julho de 2024, que o saldo líquido de investidor institucional na Bolsa tem dado negativo todos os meses.