Analisando possível aumento da produção, petróleo opera sem tendência definida

G7 pede aumento na oferta do produto; Arábia Saudita declarou que pretende elevar produção mesmo sem o apoio da Opep

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SÃO PAULO – O petróleo opera sem tendência definida nessa segunda-feira, com os investidores analisando o possível aumento da produção da Arábia Saudita, o que não é bem visto pelos demais membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

G7 pede aumento da produção

O G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) pediu neste domingo que os países produtores de petróleo aumentem a oferta do produto e tragam o preço do barril a “níveis compatíveis com uma duradoura prosperidade e estabilidade econômica no mundo”.

Reunidos em Nova York, os representantes das pastas econômicas de EUA, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão divulgaram nota onde afirmam que “preços mais baixos da commodity” trariam benefícios para toda a economia mundial.

Arábia Saudita pode tomar posição isolada

A Arábia Saudita, maior produtor individual de petróleo do mundo, fez a proposta de que os paises da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) aumentem em cerca de 10% a oferta do produto, embora haja oposição à idéia entre membros da organização. O país declarou ainda que pretende tomar a ação mesmo que ela não seja aceita por outros integrantes da Opep.

Durante um encontro informal da Opep em Amsterdã, paises-membros se mostraram insatisfeitos com a proposta unilateral da Arábia Saudita. Os ministros do cartel só aceitam discutir um aumento na reunião do dia 3 de junho, em Beirute (Líbano).

Barril de petróleo tipo Brent opera em leva alta

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 36,67
nesta segunda-feira, leve alta de 0,44% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho positivo
de hoje, o petróleo acumula forte alta de 6,35% neste mês de maio.

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Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 21,54%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
30,17 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em julho de 2004, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 39,86 por barril, configurando uma baixa de 0,18% frente ao fechamento anterior.