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SÃO PAULO – Em relatório sobre o setor elétrico, a Ativa Corretora apontou como principal problema para as empresas a regulação – ou, melhor dizendo, o regulador.Segundo o analista responsável pelo segmento, Ricardo Corrêa, a agenda regulatória das elétricas é “muito conturbada”.
Além desse ponto, são destacadas também as questões relacionadas à renovação das concessões com vencimento a partir de 2015 e a expectativa de déficit na oferta de energia.
Entre as empresas, a Ativa iniciou a cobertura da Cemig (CMIG4), Copel (CPLE6) e Light (LIGT3), todas com recomendação neutra. Foram revisados também os preços-alvos das outras empresas do setor. “Mantemos a Tractebel como top pick, por acreditarmos que esta é a que apresenta menor exposição ao risco regulatório e está melhor posicionada no negócio em geração de energia”
| Empresa | Ticker | Recomendação | Preço-alvo* | Upside** |
| Tractebel | TBLE3 | Compra | R$ 35,10 | 28,57% |
| AES Tietê | GETI4 | Compra | R$ 29,50 | 21,90% |
| Cesp | CESP6 | Neutra | R$ 32,40 | 11,30% |
| Copel | CPLE6 | Neutra | R$ 46,60 | 11,85% |
| Light | LIGT3 | Neutra | R$ 26,40 | 2,72% |
| Cemig | CMIG4 | Neutra | R$ 33,60 | 21,30% |
| Coelce | COCE5 | Venda | R$ 26,90 | -6,27% |
| Eletropaulo | ELPL4 | Venda | R$ 30,40 | -5,41% |
* Para dezembro de 2011
** Potencial teórico de valorização/desvalorização em relação ao último fechamento
Expectativas
Para Corrêas, a questão do vencimento de várias concessões a partir de 2015 é central. Assim, a expectativa é de que, ainda neste ano, aconteça a renovação desses contratos.
Entretanto, em função de declarações recentes das autoridades regulatórias, os analistas revisaram o cenário de teto tarifário (price cap) para a energia renovada para R$ 58/MWh (Megawatt-hora).
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Em relação ao cenário regulatório, a expectativa da equipe da Ativa é que o WACC (custo de capital ponderado) regulatório seja fixado em 7,6%, “ligeiramente acima do inicialmente proposto pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], e com efeito negativo para as distribuidoras”.
Mais leilões
Com a projeção de déficit estrutural na oferta de energia, o analista indica que o volume de leilões a partir deste ano deve ser crescente. Entretanto, com uma maior participação do Estado, o crescimento da oferta deve ser “empobrecedor para as empresas do setor”.