Americanas (AMER3) reduz prejuízo líquido em 34%, que vai a R$ 329 milhões no 1º tri

Companhia reportou prejuízo de R$ 329 milhões, contra R$ 496 milhões negativos do ano anterior

Erick Souza Reuters

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Lojas Americanas no bairro do Tatuapé, em São Paulo (Foto: Divulgação no Instagram/@lojasamericanastatuape)
Lojas Americanas no bairro do Tatuapé, em São Paulo (Foto: Divulgação no Instagram/@lojasamericanastatuape)

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A Americanas (AMER3) registrou uma melhora de 34% no prejuízo líquido no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período no ano anterior. O resultado foi dos R$ 496 milhões negativos no primeiro trimestre de 2025 para R$ 329 milhões negativos no 1T26.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve uma melhora de R$ 41 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2025, revertendo prejuízo anterior. Ao final do primeiro trimestre deste ano, a companhia reportou Ebitda ajustado de R$ 15 milhões, ante o resultado negativo de R$ 26 milhões do primeiro trimestre do ano anterior.

A receita líquida teve uma melhora de 20,2% na comparação ano ao ano, alcançando os R$ 3,08 bilhões no acumulado dos três primeiros meses do ano.

As vendas em mesmas lojas (SSS) tiveram um crescimento de 22,2% ao ano. De acordo com a administração, o crescimento foi impactado pela dinâmica da Páscoa, que teve efeito parcial estendido no mês de março.

As vendas do físico atingiram R$ 3,3 bilhões no trimestre, apresentando um crescimento de 16,5% na comparação com o 1T25. Conforme a companhia, a categoria representa 91% da receita total.

Desinvestimentos

A Americanas segue com o processo de venda da rede de hortifrutis Natural da Terra, porém sem evoluções. Os executivos dizem buscar o melhor cenário para a venda do ativo.

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“Nesse momento nada evoluiu. É mais por uma questão comercial, mas queremos maximizar o valor do ativo. Temos conversas avançadas, não vamos vender a qualquer custo”, disse o diretor financeiro, Sebastien Durchon, em entrevista à Reuters.

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Apesar disso, a companhia também anunciou nesta quarta-feira que assinou com o Oba Hortifruti a venda de 10 lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, localizadas no Estado de São Paulo, no valor de R$69,3 milhões.

A Americanas foca também na venda de ativos imobiliários.

“Estamos negociando a venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte dever ser vendida ainda neste ano”, disse Durchon.

Em fevereiro, a empresa informou que recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com valor total estimado entre R$346 milhões e R$468 milhões, que não se encontram listados no plano de recuperação judicial como ativos para desinvestimento.

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Recuperação judicial

A Americanas espera sair do processo de recuperação judicial nos próximos meses.

“Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano”, disse Durchon.

(com Reuters)

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