América Latina: medidas sobre crise poderiam impulsionar mercado, diz Citi

Possível aprovação do plano anti-crise e corte no juro básico do país seriam drivers de curto prazo para bolsas da região

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SÃO PAULO – Se os Republicanos e Democratas adotaram posturas divergentes na votação do Congresso sobre o plano anti-crise, visando a iminente eleição norte-americana, o fato é que suas ações influenciaram – e vão influenciar muito ainda – os mercados do mundo inteiro.

Após a rejeição do pacote de US$ 700 bilhões na última segunda-feira, o índice do Morgan Stanley que inclui os países desenvolvidos – MSCI AC World Index – registrou declínio recorde de 6%. Por aqui, a reação foi ainda pior: o MSCI regional da América Latina caiu 11,2%, a pior queda desde outubro de 1997, segundo os analistas do Citigroup.

“O Ibovespa caiu 9,4%, a maior queda desde 14 de janeiro de 1999. O México caiu 6,4%, com um volume 30% acima da média, enquanto o Chile caiu 5,5%, a maior queda em uma década. A Colômbia teve performance melhor do que a média (-2,4%)” afirma o banco, indicando que a taxa de câmbio também foi pressionada, com o real desvalorizando 6% para R$ 1,96 frente ao dólar.

Rali à vista?

Aos que se perguntam quais os próximos acontecimentos, o Citi afirma que a aprovação de uma versão do plano anti-crise ainda deve acontecer, porém uma votação do Congresso antes de quinta-feira será difícil, devido ao Ano Novo judaico.

Dessa forma, os analistas do banco se juntam a outras vozes que julgam possível uma ação do Federal Reserve no sentido de flexibilizar ainda mais a política monetária. “O Fed pode decidir cortar o juro básico, especialmente se o pacote fracassar completamente”.

Nesse contexto, eventos como esses podem ser considerados drivers que proporcionariam um salto a curto prazo nos mercados latino-americanos, “mesmo que não haja certeza de que futuras perdas poderão ser evitadas no próximo dia”, avalia o banco.