Ameaça de testar bomba de hidrogênio no Pacífico é real, alerta Coreia do Norte aos EUA

"O ministro das Relações Exteriores está muito ciente das intenções de nosso líder supremo, por isso acho que vocês deveriam interpretar suas palavras literalmente", afirmou Ri Yong Pil à CNN

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SÃO PAULO – Os Estados Unidos foi alertado novamente pela Coreia do Norte. Um oficial de Pyongyang advertiu que a declaração do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte sobre um possível teste nuclear atmosférico sobre o Oceano Pacífico deve ser interpretada “literalmente”. A informação foi dada por um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-pil, em entrevista à emissora americana CNN. 

“O ministro das Relações Exteriores está muito ciente das intenções de nosso líder supremo, por isso acho que vocês deveriam interpretar suas palavras literalmente”, afirmou Ri Yong Pil ao canal americano.

No final de setembro, o chanceler Ri Yong-ho, disse que, em resposta às ameaças de intervenção militar dos EUA, a Coreia do Norte cogitaria realizar “a detonação mais poderosa” de uma bomba nuclear de hidrogênio no Oceano Pacífico, se isso for decidido pelo líder Kim Jong-un. A Coreia do Norte fez, até o momento, seis testes nucleares, o último no dia 3 de setembro, mas todos foram detonações subterrâneas e não atmosféricas, como ameaçou fazer sobre o Pacífico.

A fala do chanceler ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, alertar que o país iria “destruir totalmente” a Coreia do Norte se não houvesse escolha.  “Os Estados Unidos têm grande força e paciência, mas se forem forçados a defender a si ou a seus aliados, não teremos outra escolha além de destruir totalmente a Coreia do Norte”, disse o americano em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em 19 de setembro. 

(Com Agências internacionais)

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.