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SÃO PAULO – A queda inesperada nas exportações chinesas penalizam a Bolsa brasileira nesta segunda-feira (10). Às 10h13 (horário de Brasília), as ações “pesos-pesados” da Vale (VALE3, -2,26%, R$ 29,86; VALE5, -2,36%, R$ 26,45) e das siderúrgicas Usiminas (USIM5, -2,64%, R$ 8,85), CSN (CSNA3, -2,73%, R$ 8,90) e Gerdau (GGBR4, -0,93%, R$ 13,81) registravam fortes perdas e conduziam o Ibovespa a queda de 0,76%, a 45.897 pontos – patamar mais baixo registrado em 2013. A Bradespar (BRAP4, -2,95%, R$ 18,72), holding que detém forte participação da Vale, também recua. Juntos, esses ativos representam 15,78% do principal índice de ações da Bolsa. Com essa variação, os papéis atingiam nesta manhã também suas menores cotações em mais de 5 meses.
No caso da Vale, as ações ordinárias atingiam a mínima de agosto de 2013, enquanto as preferenciais voltam ao patamar de julho do ano passado. Já os papéis da Bradespar batem no nível mais baixo em sete meses. CSN, Gerdau e Usiminas viam suas ações atingirem os menores níveis desde outubro, julho e agosto de 2013.
Os papéis brasileiros seguem o fraco desempenho visto nas empresas de commodities do exterior. No mesmo horário, as ações da BHP Billiton despencava 4,14%, Glencore Xstrata caía 2,22% e Rio Tinto recuava 1,92%.
O forte movimento negativo ocorre depois que a China divulgou no fim de semana um déficit comercial de US$ 22,98 bilhões em fevereiro, contrariando a previsão de superávit comercial de US$ 11,9 bilhões. O resultado foi influenciado pela queda de 18,1% nas exportações, em base anual, ante estimativa de alta de 5%.