Ambipar obtém liminar no Rio e barra cobrança antecipada de dívida do Deutsche Bank

Despacho da decisão da 3ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro diz que o valor de dívida é de US$ 550 milhões, considerando vinculação a contratos de swap

Murilo Melo

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A Ambipar (AMBP3) obteve da Justiça do Rio de Janeiro medida cautelar que impede a cobrança de vencimentos antecipados de dívida em meio a uma disputa com o Deutsche Bank que passou a exigir garantias adicionais para empréstimos acertados pela companhia com o banco.

Segundo despacho da decisão da 3ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro obtido pela Reuters, o valor de dívida seria de US$ 550 milhões, considerando vinculação a contratos de swap (contratos em que duas partes trocam fluxos financeiros futuros, geralmente para se proteger de oscilações de câmbio, juros ou commodities).

A cobrança do Deutsche Bank de garantias adicionais para green bonds (títulos de dívida emitidos por empresas ou governos para captar recursos destinados a projetos ambientais ou de sustentabilidade, como energia limpa, reciclagem ou reflorestamento) do grupo, que, segundo a Ambipar, “não têm qualquer respaldo contratual”, tem gerado risco “iminente e concreto” para a empresa, uma vez que “algumas instituições financeiras” já teriam notificado o grupo para declarar vencimento antecipado de obrigações de dívida.

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A Ambipar afirmou no pedido à Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu a medida cautelar com efeito de 30 dias, prorrogáveis por mais 30, que corre o risco de se ver diante de um “rombo financeiro de mais de R$10 bilhões”.

“Ocorre que praticamente todos os contratos financeiros do grupo Ambipar conteriam cláusulas de vencimento cruzado (cross-default)…o que acarretaria um gravíssimo risco de insolvência imediata para o grupo”, afirmou o grupo no pedido feito à Justiça carioca.

Em fato relevante nesta manhã, a Ambipar afirmou que o objetivo da medida cautelar é “propiciar a continuidade das atividades empresariais do grupo e viabilizar a proteção a seus ativos, enquanto se busca junto aos credores uma alternativa viável para o adequado equacionamento de seus compromissos financeiros”.

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(Com Reuters)