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Ambev lucra R$ 4,8 bi, mas decepciona e CEO ficará sem bônus; Petrobras investigará acidente e mais 7 notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (2)

(shutterstock)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quinta-feira tem como grande destaque o resultado da Ambev. A companhia de bebidas lucrou R$ 4,843 bilhões, mas o resultado em geral, assim como o da matriz Anheuser-Busch (AB) InBev, decepcionou e o CEO ficará sem bônus pela primeira vez desde 2008. Confira mais destaques desta quinta (2):

Ambev (ABEV3)

A companhia de bebidas Ambev teve lucro líquido de cerca de 4,834 bilhões de reais no quarto trimestre, alta de 13,5 por cento em relação ao mesmo período de 2015. O lucro líquido ajustado, contudo, recuou 15,9 por cento na comparação anual, para 3,656 bilhões de reais.

A Ambev ainda apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 6,015 bilhões de reais de outubro a dezembro, uma queda de 25 por cento ante o último trimestre de 2015. A receita líquida do grupo, que integra a maior cervejaria do mundo AB InBev, caiu 13,9 por cento na mesma base, para 13,18 bilhões de reais.

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Com isso, a Ambev encerrou o período com lucro abaixo do esperado, de acordo com estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg, e confirmando queda na receita em 2016, que levou a companhia a dizer no terceiro trimestre que projeção de estabilidade para o ano não seria cumprida. Após 2016 ser “um dos anos mais desafiadores de nossa história”, a Ambev espera 2017 com melhora dos indicadores macroeconômicos e se mostra
“cautelosamente otimista” com a indústria de cerveja brasileira neste ano.

A dona da Ambev, Anheuser-Busch (AB) InBev,  anunciou nesta quinta-feira uma queda de 43% no lucro líquido em 2016, a 4,85 bilhões de dólares. “Quando não alcançamos nossos objetivos assumimos a responsabilidade. Os resultados do exercício 2016 foram decepcionantes, de modo que a maioria dos membros do comitê executivo não receberá nenhum bônus este ano”, afirmou a empresa.

Assim, em meio aos resultados, Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch InBev, vai ficar sem
bônus pela primeira vez desde 2008. A teleconferência com analistas e investidores será às 13h e com jornalistas acontecerá às 15h. 

Braskem (BRKM5)

A Justiça dos Estados Unidos homologou o acordo firmado em dezembro entre a Braskem e a Securities and Exchange Commission (SEC). A companhia brasileira se comprometeu a pagar a quantia de US$ 957 milhões para autoridades no Brasil e no exterior dentro de um acordo global de leniência também firmado com o Departamento de Justiça dos EUA e a Procuradoria Geral da Suíça. A multa decorre de processos movidos a partir de investigações de suspeitas de atos de corrupção praticados pela empresa, no âmbito da Operação Lava Jato.

A sentença proferida pelo juiz John D. Bates, do Distrito de Columbia, aponta que os pagamentos da Braskem à SEC devem ser feitos da seguinte forma: US$ 65 milhões até 60 dias após a homologação, assinada em dia 28 de fevereiro, e US$ 260 milhões até o dia 30 de janeiro de 2018 – em um total de US$ 325 milhões destinados ao órgão de controle do sistema financeiro dos Estados Unidos.

No dia 21 de dezembro, o Departamento de Justiça informou que a Braskem e a sua controladora, a Odebrecht, declararam-se culpados de ter participado de esquemas que pagaram “centenas de milhões de dólares em propinas para autoridades de governos pelo mundo”.

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“Odebrecht e Braskem empregaram uma unidade escondida, mas totalmente operacional, da Odebrecht – ‘Departamento de Propinas’ por assim dizer – que sistematicamente pagou centenas de milhões de dólares para autoridades governamentais corruptas em países de três continentes”, afirmou na ocasião Sung-Hee Suh, procuradora-geral assistente da Divisão Criminal do Departamento de Justiça.

Através de um fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em dezembro, a Braskem destacou que pagará a autoridades competentes, no Brasil e no exterior, o valor total aproximado de US$ 957 milhões, que naquela época estavam próximos a R$ 3,1 bilhões.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Um helicóptero que prestava serviços para a Petrobras tombou lateralmente na tarde de quarta-feira  após um pouso brusco na plataforma P-37, instalada no campo de Marlim, na Bacia de Campos.O  pouso brusco na P-37 foi feito por volta das 14 horas de ontem. 

A aeronave havia decolado do heliponto de Farol de São Tomé para troca de turma na unidade, informou a Petrobras em comunicado. O helicóptero transportava dois  tripulantes e oito passageiros. Quatro profissionais sofreram ferimentos leves e receberam atendimento médico.

A P-37 segue operando normalmente, informou a companhia. A empresa informou que  instalará comissão para investigar as causas do acidente.

Suzano (SUZB5)

De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, a Suzano contratou JPMorgan, Santander, BofAML, Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley para coordenarem um roadshow com investidores de renda fixa nos EUA e Europa de 6 a 8 de março. A captação benchmark em dólar com título sênior não garantido de 30 anos pode ocorrer após roadshow e está sujeita às condições de mercado.  

Gerdau (GGBR4)

Ontem, o Departamento de Comércio dos EUA afirmou que as importações de vergalhões de aço de origem de Japão, Taiwan e Turquia estão sendo despejadas no mercado norte-americano abaixo do valor justo. Como consequência, o órgão definiu taxas preliminares antidumping de 209,46 por cento para os exportadores japoneses, incluindo Jonan Steel e Kyoei Steel. Também fixou taxas que variam até 29,47 por cento para os exportadores taiwaneses a até 7,07 por cento para os produtores turcos.

A determinação preliminar segue uma petição para uma investigação por uma coalizão de empresas do setor de vergalhão dos EUA, incluindo Commercial Metals, Gerdau Ameristeel (da Gerdau), Nucor e Steel Dynamic. A barra de reforço de concreto de aço, ou vergalhão, é usada na construção para ajudar a fortalecer estruturas e diminuir o impacto de fatores como tensão e temperatura. As importações de vergalhão pelo EUA em 2015 foram avaliadas em 108,69 milhões de dólares do Japão, 17,57 milhões de dólares de Taiwan e 674,4 milhões de dólares da Turquia, de acordo com o departamento.

De acordo com o BTG Pactual, embora a notícia seja marginalmente decepcionante para a Gerdau (considerando as expectativas elevadas), os analistas do banco não acreditam que a tese de investimento (otimista) para a Gerdau seja revertida nos EUA. O BTG segue com recomendação de compra para as ações da companhia. 

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou, em complemento ao aviso aos acionistas do dia 16 de fevereiro, que  o valor do JCP (Juros sobre o capital próprio) complementar referente ao 4º trimestre de 2016 atualizado pela taxa Selic até 1 de março é de R$ 0,02582623119 por ação.

Lupatech (LUPA3)

A Lupatech convocou AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para o próximo dia 3 de abril, às 11h (horário de Brasília), para tratar de alteração no estatuto social da companhia. 

Entre os assuntos a serem tratados estão: i) aprovar aumento do limite do capital autorizado em 60 milhões de ações ON; ii)provar a dispensa da aplicação da cláusula de proteção da dispersão da base acionária (poison pill), prevista no artigo 49 do Estatuto Social, exclusivamente no caso de eventuais novos investidores ou atuais acionistas da companhia atingirem participação igual ou superior a 30% do capital social mediante subscrição de ações ON no âmbito do próximo aumento de capital a ser realizado, seja por meio de uma oferta pública subsequente de ações (Follow On) ou de uma oferta privada e iii) aprovar a alteração dos artigos 4º, caput e 5º, parágrafo primeiro do Estatuto Social para refletir a inclusão das atividades de escritório e corporativo no escopo do objeto social da companhia, e atualização da quantidade de ações do capital autorizado.

Renova (RNEW11)

O fundo canadense Brookfield Asset Management está próximo de um acordo para comprar uma fatia de 30 por cento na empresa de energias renováveis Renova Energia, que incluiria injeção de 800 milhões de reais na companhia, disse na quarta-feira à Reuters uma pessoa diretamente envolvida na transação.

Sob os termos do acordo, que deverá ser anunciado nas próximas semanas, a Brookfield deverá comprar a fatia de 15,7 por cento que a Light tem na Renova e depois injetar novo capital na companhia, segundo a fonte.

Atualmente, a Light compõe o bloco de controle que tem 64 por cento da Renova.

No ano passado, Renova enfrentou uma severa crise de liquidez. Ao injetar capital, a Brookfield dará à Light a oportunidade de sair da empresa enquanto dilui os outros dois membros do bloco de controle da Renova, a Cemig <CMIG4.SA> e a RR Participações.

A compra da participação da Brookfield será formalizada assim que a Renova concluir a venda do projeto do parque eólico Alto Sertão II para a AES Brasil, o que está previsto para a próxima semana, disse a fonte.

A transação deve ajudar a colocar a Renova Energia, fundada em 2001, “de volta no jogo”, disse a fonte. As condições de financiamento para a Renova agravaram-se quando uma parceria com a SunEdison desmoronou semanas antes de a última solicitar recuperação judicial, nos Estados Unidos.

Daycoval (DAYC4)

O banco Daycoval informou que a BM&FBovespa cancelou a listagem como emissor de
valores mobiliários, “em atendimento ao pedido de cancelamento voluntário realizado pela companhia”, 

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)