Ambev (ABEV3): as sinalizações que os resultados trazem para a gigante de bebidas

Cervejaria lucrou R$ 3,804 bilhões no trimestre

Felipe Moreira

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As ações da Ambev (ABEV3) operavam com valorização nesta quinta-feira (8), após a cervejaria divulgar seus resultados do primeiro trimestre de 2025. Às 13h54 (horário de Brasília), o papel da companhia subia 1,47%, a R$ 14,48, em alta, apesar

O Bradesco BBI avalia que os resultados do 1T25 não trouxeram mudanças relevantes em sua visão sobre as ações da Ambev. Apesar de os volumes — especialmente no Brasil — terem superado as expectativas, o crescimento do lucro líquido ainda depende, em grande medida, da recuperação das margens, e não apenas de uma trajetória de receita impulsionada por volume.

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Embora volumes mais fortes possam, em tese, preceder reajustes de preços, o BBI destaca a desaceleração do crescimento da indústria brasileira de cerveja e um ambiente competitivo que deve continuar desafiador.

Segundo BBI, a Ambev tem priorizado o crescimento de volume e ganho de participação de mercado nos últimos anos, mesmo à custa de margens — uma estratégia que o banco considera acertada, mas que, no momento, não deve se refletir em revisões positivas de lucro nem em maior visibilidade para uma trajetória de crescimento que justifique o múltiplo Preço/Lucro para 25 ainda elevado, de 14,3 vezes. Dessa forma, a recomendação neutra para as ações da Ambev foi mantida, com preço-alvo de R$ 12.

O BBA, por sua vez, comentou que os resultados da Ambev no 1T25 vieram em linha com o consenso da Bloomberg, com EBITDA ajustado de R$ 7,4 bilhões — 3,6% acima da projeção do banco.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, por um ponto de partida mais favorável no CPV/hl do segmento Cerveja Brasil neste ano. Por outro lado, o BBA avalia que isso, por si só, pode não ser suficiente para impulsionar revisões positivas no consenso, a menos que haja sinais mais concretos de que as expectativas de inflação de custos caminhem para a faixa inferior do guidance da companhia.

Embora os volumes resilientes em Cerveja Brasil possam surpreender positivamente alguns investidores, o efeito foi parcialmente neutralizado por uma dinâmica de preços mais branda. Nos demais segmentos, o BBA observa poucas assimetrias relevantes.

Apesar de reconhecer a atratividade de grandes empresas de capital aberto na composição do portfólio em meio às recentes incertezas globais, o BBA manteve recomendação neutra e preço-alvo R$ 15. O banco explica que não prevê mudanças significativas na tendência de crescimento estrutural do setor após os resultados que possam justificar uma reclassificação do ponto de vista fundamentalista.

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Já o BTG avalia que a Ambev iniciou 2025 com resultados ligeiramente acima do esperado. O EBITDA atingiu R$ 7,4 bilhões, 2% acima das suas estimativas, impulsionado por receita líquida e volume acima do previsto, mas com margens abaixo.

A margem EBITDA consolidada foi de 32,9%, enquanto o lucro por ação ficou em R$ 0,23, estável na base anual e 6,6% acima da projeção do BTG, beneficiado por despesas menores com depreciação e imposto.

O BTG destaca que o trimestre não trouxe surpresas negativas e reforça a estratégia da Ambev de proteger volumes e manter o setor aquecido, mesmo com sacrifícios em precificação. Ainda assim, o ambiente competitivo intenso e sinais de saturação levantam dúvidas sobre a sustentabilidade dessa abordagem.

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Com a ação negociando a 15 vezes P/L, com prêmio sobre empresas domésticas da região, mas desconto frente a staples globais, o BTG reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 15.