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SÃO PAULO – Cidades brasileiras perderam posições no ranking das mais caras no mundo para um estrangeiro alugar um imóvel. São Paulo foi da 16ª para a 20ª posição, entre a apuração feita em setembro do ano passado e fevereiro deste ano, enquanto o Rio de Janeiro passou da 20ª para a 35ª no mesmo período.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (2), fazem parte de uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Mercer com 50 cidades. A queda nas posições das localidades brasileiras se deve à desvalorização de quase 50% do real frente ao dólar.
“Nos meses recentes, muito da movimentação no ranking pode ser atribuído às variações de câmbio. Olhando à frente, nossa expectativa é ver um declínio generalizado nos preços dos aluguéis, em função da desaceleração da economia”, disse a consultora sênior e gerente de pesquisas da Mercer, Marie-Laurence Sépède.
Pela região
Ainda nas Américas, Caracas (Venezuela) é a cidade mais cara para um estrangeiro que queira alugar um imóvel, na 18ª posição. Em seguida, está Bogotá (Colômbia), que ocupa a 22ª posição no ranking.
A cidade do México possui os valores mais baratos da região, uma vez que ocupa a 49ª posição. Neste caso, houve recuo de 11 posições entre as duas apurações realizadas. Buenos Aires subiu do 47º para o 42º lugar.
Essas são as cidades latino-americanas que aparecem no ranking da Mercer, que usou dados de aluguéis típicos de apartamentos de 1 a 4 quartos e casas de 3 a 4 quartos, mobiliados e não-mobiliados. A primeira posição é ocupada por Moscou (Rússia) e a última, por Johanesburgo (África do Sul).
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EUA
Em relação aos Estados Unidos, o mercado de aluguéis em algumas cidades é resiliente e os preços em todo o país estão aumentando. A cidade de Nova York, na quinta posição, subiu duas colocações entre setembro do ano passado e fevereiro deste ano. Já Los Angeles está na 17ª posição.
“O crescente número de execuções hipotecárias está forçando mais pessoas a procurar apartamentos e casas para alugar. Entretanto, a nossa experiência é de que os preços dos aluguéis caiam, à medida que o desemprego e outros fatores econômicos comecem a influenciar o mercado”, disse a consultora sênior da Mercer.