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SÃO PAULO – O empréstimo com as ações da OGX (OGXP3) atingiu sua máxima histórica na segunda-feira (6), de 346,48 milhões de ações, segundo a última atualização da BM&FBovespa. Esse patamar é praticamente o limite de aluguel estabelecido pela bolsa para o papel, de 376 milhões – o que representa 30% das ações em circulação no mercado.
O aluguel de ações faz parte de uma operação realizada por investidores que pretendem ficar “vendidos” em um ativo, ou seja, acreditam que o preço da ação vai cair. O investidor aluga determinada ação e, em seguida, vende o mesmo papel no mercado à vista. Após um prazo estabelecido, esse investidor – que é chamado de “tomador” do papel alugado – é obrigado a devolvê-lo ao dono, o “doador”, e pagar a remuneração (taxa do aluguel) fixada previamente.
No último pregão, a taxa da OGX atingiu patamar de 32,65% ao ano – a segunda maior da BM&FBovespa, ficando atrás apenas daquela cobrada pelas ações preferenciais da Eletrobras (ELET6), de 47,01%. Com menos doadores no mercado, os tomadores aceitam pagar uma taxa cada vez mais elevada para alugar as ações, explica o analista Luis Gustavo Pereira, da Futura Investimentos.
Descompasso
Nos últimos dias, as ações da empresa de petróleo e gás do Grupo EBX, de Eike Batista, vêm gerando muitos sentimentos: desde otimismo com a possibilidade de venda, em breve, de uma participação no campo de Tubarão Martelo para a Petronas até um pessimismo em relação à queda da produção. Da sua mínima histórica, em 17 de abril, quando fechou a R$ 1,25, até agora, os papéis já subiram 55%. Porém, mesmo com esse movimento ascendente, o aluguel das ações da OGX só cresce.
Segundo um operador do mercado que preferiu não se identificar, o mercado está atualmente comprador em OGX porque a ação está barata. Contudo, para evitar uma alta ainda mais forte, os investidores que operam vendidos tentam segurar o papel aumentando as vendas. Mas para cobrir suas vendas, precisam tomar aluguéis por taxas cada vez mais atrativas para os doadores. “Por isso, gera um descompasso. Parece uma bola de neve”, disse.
Veja mais: Bolsa muda regras e eleva limite de aluguel; decisão é favorável?
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Agora, é importante ficar de olho se a BM&FBovespa vai elevar esse limite de aluguel, que pode chegar até 50% do free float (ações em circulação no mercado). Caso não ocorra, pode gerar um movimento artificial no mercado, conhecido como “short squeeze”, que é quando os tomadores não conseguem renovar suas operações de aluguel e são obrigados a comprar a ação no mercado para encerrar o aluguel vigente. Quando um grande volume de operações desse tipo vence, o papel pode disparar por causa do movimento de cobertura de posições vendidas.