Aluguéis de casas e apartamentos sobem 0,4% em novembro

No acumulado do ano, elevação chega a 6%; imóveis de 2 dormitórios tiveram a maior alta no preço de locação

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SÃO PAULO – De acordo com o levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo, Secovi-SP, sobre o comportamento do mercado de locação, houve um aumento de 0,4% nos valores de aluguéis de casas e apartamentos no mê novembro, comparando-se com o mês anterior. Deste modo, a alta acumulada nos últimos 12 meses ficou em 6%, abaixo dos índices de inflação IPC-Fipe e IGP-M, que tiveram variação média de 10%.

Maior alta em unidades de 2 dormitórios

A pesquisa mostrou que a maior alta do preço dos aluguéis foi nas unidades de 2 dormitórios, de 1%. Já as unidades de 1 e 3 dormitórios mantiveram seus valores estáveis. Para compor a pesquisa, foram entrevistadas 155 empresas que atuam na capital paulista.

Vale destacar que 42% das empresas entrevistadas mostraram queda na quantidade de contratos fechados, influenciada pelo menor número de locações de casas e sobrados, sendo que a redução foi mais freqüente nas imobiliárias com um maior número de casas em sua carteira. O desempenho dos apartamentos ficou estável, assim como a oferta.

IVL sobe de 43 para 44 dias

O tempo que os imóveis levam, em dias, para serem alugados, conhecido como Índice de Velocidade de Locação (IVL), mostrou aumento no período já que, nos últimos 3 meses, o IVL foi de 44 dias, um pouco superior aos 43 dias registrados nos meses de abril a junho deste ano.

Já os estoques permaneceram no mesmo patamar para 48% das empresas, sendo que 34% das empresas apresentaram alta. Deste modo, essa estabilidade, aliada à redução da inflação e equilíbrio na oferta de imóveis mostram que, apesar do ano desfavorável para o setor, o investimento em locação ainda se mostra interessante.

Segundo o vice-presidente de Locação do Sindicato, Sergio Luiz Abrantes Lembi, estima-se que 15% das carteiras de locação das empresas estão à espera de inquilinos na cidade de São Paulo, e os outros 85% dos imóveis estão negociados, gerando receita aos seus proprietários durante o período médio de 30 meses, que é a duração do contrato de locação residencial.

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