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SÃO PAULO – Durante as férias escolares, as famílias se encontram na melhor época para fazer mudanças, causando um ligeiro crescimento da procura por imóveis e, conseqüentemente, no preço dos mesmos. Desta forma, os meses de julho e dezembro são meses interessantes para quem é proprietário de um imóvel para locação.
Além disto, também contribuiu para as melhores condições do mercado o fato de que os despejos judiciais caíram em junho, o que pode sinalizar uma melhora nas relações entre proprietários e inquilinos.
Despejo por inadimplência caiu
Uma das maiores preocupações para os proprietários de imóveis é o risco de inadimplência do locatário, que nos últimos meses havia subido bastante, devido, em grande parte, a desaceleração do crescimento econômico. Contrariando a tendência registrada em outros segmentos (ex. telefonia, financiamentos ao consumidor, etc), quando o assunto é aluguel as pessoas tentam manter as contas em dia.
Não só as multas por atraso ainda estão entre as mais altas, podendo chegar a 20%, mas também existe a preocupação de garantir o lugar onde se mora. Uma pesquisa recente do Secovi (Sindicato da Habitação) constatou uma queda de 6,7% no número de ações de despejo judicial no mês de junho em relação a maio.
Do total de ações judiciais, cerca de 94% correspondem a situações em que o inquilino não pagou o aluguel. Apesar de responder pela maioria absoluta das ações de despejo, os casos de inadimplência que chegam à justiça diminuíram 7% em relação à maio.
Junho pode sinalizar reversão de tendência
Ao que tudo indica, o mês de junho foi a exceção e pode sinalizar uma reversão de tendência nos pedidos de despejo. No acumulado do primeiro semestre o número de ações judiciais aumentou 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
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O maior aumento, entretanto, ficou com as ações ordinárias de retomada de imóvel, que acontecem quando o proprietário pede o imóvel de volta para uso próprio ou de descendente, que aumentaram 18,5%. Aliás, as ações ordinárias também foram as únicas a registrarem aumento no mês de junho, aumentando 25,3% frente a maio.
Já as ações por falta de pagamento, que caíram 7% em junho, no acumulado dos primeiros seis meses de 2002 ainda acumulam um crescimento de 11,7% frente ao mesmo período em 2001. Situação que pode ser explicada pelo fato de que na primeira metade do ano passado a situação econômica era mais favorável do que a atual.