Alugar carro: preço em queda quebra mito de serviço caro e cresce número de usuários

"Uma tarifa que antes era de US$ 65, hoje, está em US$ 40", disse o presidente da associação de locação de carros

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SÃO PAULO – Com preços em queda, o setor de locação de automóveis tem quebrado a crença popular de ser um serviço caro e começa a cair no gosto do consumidor. Somente no ano passado, o faturamento do setor cresceu 10,09%, na comparação com 2006, expansão acima da registrada pelo PIB (Produto Interno Bruto), de 5,4% no mesmo período.

“Uma tarifa que antes era de US$ 65, hoje, está em US$ 40”, disse o presidente da Abla (Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis), José Adriano Donzelli. De acordo com ele, o brasileiro paga em torno de R$ 60 para alugar um carro por um dia. “É no Brasil onde se paga mais barato”.

Usuários

O número de usuários aumentou em um milhão no ano passado, de 14,1 milhões para 15,1 milhões. De acordo com Donzelli, o serviço está mais democrático, principalmente quando levado em consideração o turismo de negócios.

“Como fomos ganhando em volume de carros, pudemos diminuir os preços e atingir um público que não atingíamos. Antes, eram somente os executivos top que alugavam e, hoje, quem está em início de carreira também usa nas empresas”.

No caso do turismo de pessoas, ele disse que o brasileiro foi percebendo que dá mais privacidade e liberdade usar o carro alugado. Não é só a classe AB que usa, mas também a C. “A DE vem usando em um ritmo muito lento e em proporção menor”.

No último ano, 55% da locação foi usada para terceirização, 27% para o turismo de lazer e 18%, para o de negócios. “Cada vez mais as pessoas estão descobrindo que é mais inteligente pagar pelo uso do que pela propriedade”, afirmou.

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Setor

A frota de carros aumentou no ano passado, na comparação com 2006: de 250.240 para 283.562 unidades (+13%). A frota está espalhada entre as 1.905 locadoras de todo o País.

Ainda sobre o setor, no ano passado, foram empregadas 194.838 pessoas direta e indiretamente, com crescimento de 5% na comparação com 2006.