Alta renda também consome produtos dos sites de compras coletivas

Eles são atraídos pelo preço baixo, a comodidade de comprar de casa e também pela exclusividade de alguns produtos vendidos

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SÃO PAULO – O Brasil possui cerca de 1.025 sites de compras coletivas, de acordo com os registros de fevereiro de 2011 do Bolsadeofertas.com.br, portal de informações sobre esse segmento do e-commerce. Apesar da maioria dos usuários ser da classe média, eles também alcançam os consumidores de luxo.

Stella Kochen Susskind, presidente da Shopper Experience, conta que conhece muitas consumidoras da alta renda, com idade entre 40 e 60 anos, que possuem cadastro nesses tipos de site, tanto nacionais quanto estrangeiros.

Esse público é atraído pelas promoções, a comodidade de fazer compras e receber os produtos em casa, e também por conta da disponibilidade de itens exclusivos, que já não estão mais disponíveis nas lojas físicas, mas são encontrados nos sites.

Para se ter uma ideia, ela revela que presenciou uma senhora com 80 anos que adquiriu uma bolsa da Hermès pela internet. “As pessoas mais velhas da alta renda têm aulas de computação e sabem mexer muito bem na internet. Não só se cadastram nos sites, como conhecem quais são seguros”, explica.

Área exclusiva
Apesar do site Groupon ser voltado para a classe AB, eles também têm ofertas, como as de hotéis de luxo, que atingem os consumidores com um alto poder aquisitivo. “Temos uma área voltada aos clientes Premium, em que destinamos as ofertas com valores mais altos”, explica o CEO do Groupon, Florian Otto.

Além disso, nesse espaço há dicas de lugares e serviços diferenciados para um público mais sofisticado. “No São Paulo Premium há ofertas de hotel em Buenos Aires ou pousada em Búzios, vinhos e espumantes em casas especializadas em bebidas, sobremesas com assinaturas de chefs renomados, dentre outros”, detalha Florian.

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Os tíquetes mais caros que já venderam foram de hotéis e pousadas:

Variedade que desperta a curiosidade
Em compensação, o site Peixe Urbano não possui nenhum serviço segmentado. “Oferecemos um mix de ofertas com setores, bairros e preços diferentes para atingir vários públicos”, explica a diretora do e-commerce, Letícia Leite.

Eles não têm planos de segmentar o site, porque acreditam que a variedade desse modelo desperta a curiosidade do usuário para saber quais as ofertas do dia, o que atrai um grande número de pessoas.

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Porém, eles também alcançam o usuário com bom poder aquisitivo e que tem interesse em ofertas com tíquete mais elevado. Letícia lembra uma promoção para sete dias em um hotel na Costa do Sauípe, de R$ 2.681 por R$ 1.259, que vendeu mais de 1.100 cupons.

Outro segmento que apresenta tíquetes mais altos é o de restaurantes. Uma das primeiras ofertas, feitas em maio, foi do Era Uma Vez um Chalezinho, que vendeu um fondue salgado e um doce para duas pessoas por R$ 80, sendo que o valor original era de R$ 181,6. Foram comprados mais de 7 mil cupons.

O papel das redes sociais
As redes sociais cumprem um papel super importante para os sites de compras coletivas, que também são acessados pelos consumidores de luxo, pois são formadores de opinião. Stella lembra que em sites de relacionamento é possível encontrar muitas propagandas desses e-commerces nos cantos da página.

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Porém, apesar de a rapidez no fluxo de informações ter o poder de trazer sucesso para as empresas, elas também precisam ter cuidado, pois em segundos, por conta de reclamações dos usuários, elas podem enfrentar muitos problemas.

“Por isso os sites de compras coletivas não podem se acomodar só com o preço mais barato, mas é preciso entregar o produto e ter boa comunicação com os clientes”, lembra Stella.