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SÃO PAULO – Soma de variáveis negativas em grandes representantes do setor de papel e celulose, é a responsável pela alta do preço da celulose no curto prazo, segundo a Fator Corretora.
Entre os fatores avaliados, destaca-se a redução na produção da APP (Asia Pulp Paper), empresa que comercializa em 65 países, e o adiamento dos projetos da CPMC (Compañia Manufacturera Papeles y Cartones) e da Arauco, ambas no Chile, que terão o start-up atrasado para o terceiro trimestre de 2006.
Em razão destes fatores o preço ainda poderá surpreender positivamente no curto prazo, influenciados ainda pelos elevados custos de produção de fabricantes nórdicos e canadenses. No entanto, o preço poderá cair no longo prazo. A expectativa é que a produção cresça em 1,8% ao ano, acima do crescimento médio previsto de 1,2%.
Papel
O crescimento da atividade econômica interna, puxado por fatores sazonais, como a Copa do Mundo, é favorável às empresas que direcionam a maior parte da sua produção ao mercado doméstico. Além disso, as empresas encontram menores custos de logística e comercialização.
No entanto, o preço do papel, cuja produção deverá crescer 14,8% em 2006, poderá cair entre 2007 e 2009, em razão do aumento da oferta causada pelo crescimento da produção chinesa.
Ações
A recomendação é o investimento no setor de papel, já que o excedente previsto na produção da celulose, voltada para a exportação, tem seus lucros comprometidos pela depreciação cambial.
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Analisando este cenário, a Fator Corretora atualizou as recomendações para as ações das empresas,
VCP
(compra), Suzano Bahia Sul (atraente), Klabin (atraente) e Aracruz (manutenção).