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SÃO PAULO – Os preços do milho começaram 2016 em alta no mercado interno. De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em janeiro, a valorização do cereal chegou a 18% no interior de São Paulo. Segundo o Cepea, com o dólar valorizado, as exportações seguem elevadas desde outubro do ano passado, o que tem consolidado o Brasil como segundo maior exportador de milho.
Para os produtores de milho essa é uma boa notícia, mas há quem viu com preocupação esse movimento de alta. Entidades ligadas ao agronegócio de Santa Catarina, principal Estado comprador de milho do Brasil, protestam contra a forte alta da cotação do cereal e afirmam que o aumento de custos pode provocar a falência de agroindústrias da região e de produtores de aves e suínos.
Desemprego na indústria, insolvência de criadores e quebradeira de empresas são os efeitos temíveis se a crise não for contornada”, disseram nesta quinta-feira a Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Federação Estadual da Agricultura e Pecuária (Faesc) e Cooperativa Aurora, em nota conjunta.
Se o ritmo de vendas for mantido, os estoques nacionais ao final desta temporada, em 31 de janeiro, devem ser menores que os registrados há um ano. Esse cenário combinado a expectativas de menor oferta em 2015/16 explicam a disparada dos preços internos. Em termos reais, os atuais preços são os maiores desde meados de 2013 ou do primeiro trimestre de 2014, a depender da região.
Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho subiu 17,6% na parcial de janeiro, com a saca de 60 kg negociada a R$ 43,31 na última quarta (20).
Exportações
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Nos primeiros 10 dias úteis de janeiro foram exportadas 2,87 milhões de toneladas de milho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em dezembro/15, saíram de portos brasileiros 6,27 milhões de toneladas de milho, o maior volume mensal de toda a história. Desde fevereiro do ano passado, são 28,59 milhões de toneladas, faltando apenas 1,1 milhão de t para que sejam atingidas as 29,7 milhões de t previstas pela Conab para a temporada 2014/15 (de fev/15 a jan/16).
Entidades ligadas ao agronegócio de Santa Catarina, principal Estado comprador de milho do Brasil, protestam contra a forte alta da cotação do cereal e afirmam que o aumento de custos pode provocar a falência de agroindústrias da região e de produtores de aves e suínos.