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SÃO PAULO – Diante da recente valorização do dólar – principalmente frente ao iene e ao euro – devido em parte à deterioração das condições econômicas globais, uma dúvida ganhou força entre os investidores: o possível impacto do movimento cambial na performance relativa entre small caps e large caps.
Apesar dessa crença de que a apreciação da moeda norte-americana foi um dos responsáveis pelo melhor desempenho das small caps em relação às large caps nas últimas semanas, os analistas da Merrill Lynch não encontraram correlações entre as duas variáveis.
Sem comprovação
Em relatório sobre estratégia de small caps, os analistas indicam que, nos últimos cinco anos, essas companhias tiveram menos de 20% de suas receitas geradas no exterior, enquanto as large caps tiveram cerca de 33%.
“Nós também vimos nas últimas temporadas de resultado companhias small cap com melhores médias de exposição externa reportarem crescimento de dois dígitos dos lucros, enquanto aquelas com pouca exposição internacional vêem os ganhos abaixo de dois dígitos”, afirmam os analistas.
Setores
Como exemplo da baixa correlação entre as duas variáveis pode ser citada a recomendação aos setores financeiro e de energia e saneamento. Ambos os segmentos têm pouca exposição externa e podem – potencialmente – se beneficiar de um dólar mais forte.
Porém, a recomendação da Merrill Lynch para o setor financeiro é de underweight (abaixo da média), devido à continuidade da crise do crédito nos EUA, enquanto a sugestão para o setor de energia e saneamento é neutra, por causa dos valuations.
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Do outro lado, os analistas afirmam que os setores de tecnologia da informação e materiais têm uma maior receita proveniente de atividades fora dos EUA.