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SÃO PAULO – O aumento do dólar poderá refletir nos preços dos alimentos. Dentro de alguns dias, o consumidor poderá encontrar frutas e legumes importados com preços mais caros e, além disso, se a alta se mantiver, será possível que o preço do bacalhau seja elevado, afetando até as festas de fim de ano.
Na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), diariamente são recebidas cinco mil toneladas de frutas e legumes, sendo que 750 são importadas.
Frutas e legumes
De acordo com o economista da Ceagesp, Flávio Godas, a alta do dólar poderá influenciar nos preço final das frutas e legumes. “O dólar é um dos fatores que compõe o preço, por isso, ele fará com que os produtos importados fiquem mais caros”, explica.
Segundo Godas, a tendência é de alta, “mas ainda não dá para prever quando o consumidor vai sentir, pois ainda estamos com os estoques cheios”.
Entre as frutas que terão o valor alterado, estão o kiwi e a pera, que neste caso têm 95% de sua produção fora do Brasil. “O consumidor poderá optar por produtos nacionais, já que 85% do mercado de frutas é brasileiro”, aconselha Godas.
Outros itens que também poderão sofrer elevação são a cebola e o alho, que também são importados. “No caso das verduras, quase toda produção está no estado de São Paulo, por isso, o consumidor não sentirá a alta vinda do dólar”, explica.
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De acordo com o economista, em 2000, os importados representavam 8% do mercado. Já em 2005 a proporção passou para 11,55%. Em 2011, a representatividade dos importados no mercado brasileiro é de 15%. “Houve aumento da representatividade dos importados por conta da baixa do dólar. Com a elevação, pode ser que esse cenário sofra mudança”, afirma o economista, que acrescenta que, “se o dólar continuar nos patamares de R$ 1,80 a R$ 1,90 ainda não temos um cenário muito complicado”.
O consumidor que buscar frutas poderá optar por produtos nacionais. Entre as frutas da época, que poderão ser encontradas de procedência nacional e importada, estão maçã, uva, pêssego, nectarina e damasco.
Natal
Um dos itens procurados pelos brasileiros no final do ano é o bacalhau, que também vem de países estrangeiros e poderá ter o preço afetado pela alta do dólar.
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De acordo com o proprietário do Empório Chiappetta, representante do Mercado Municipal de São Paulo, Leonardo Chiappetta, o preço do bacalhau poderá subir, mas ainda é cedo para que isso aconteça. “O aumento do preço não será imediato, pois ainda existe mercadoria estocada”, explica.
Segundo Chiappetta, o preço do bacalhau já é convertido quando chega ao Brasil, ou seja, segue a cotação do dia para o dólar. Sendo assim, os estoques que estão nas lojas ainda podem ser provenientes do dólar mais barato.
O empresário também explica que as compras e encomendas para os produtos natalinos já foram feitas. No caso dos chocolates italianos e das massas, os produtos já estão no Brasil e também foram comprados com o dólar mais baixo. Quanto ao bacalhau, que é encomendado em agosto, mas chega ao País entre outubro e novembro, ainda não dá para prever o impacto para o consumidor.