Alta de estoques dos EUA e medida contracionista chinesa pressionam petróleo

Aumento do acervo norte-americano do produto e perspectiva de menor crescimento chinês influem na queda do barril

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (12) após os estoques norte-americanos do produto registrarem avanço na passagem semanal e o anúncio por parte do governo chinês de novas medidas visando frear o crescimento econômico do país.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 72,94 na sessão, retraindo 1,50% em relação ao último fechamento. Em Nova York, o contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez, caiu 1,52%, terminando a sessão a US$ 74,13.

Indicadores
Entre as semanas terminadas em 29 de janeiro e 5 de fevereiro, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA aumentou em 2,4 milhões de barris, enquanto os analistas esperavam avanço de 1,6 milhão, conforme levantamento da agência Bloomberg. Com este novo avanço, o acervo de petróleo do país atingiu o patamar de 331,4 milhões de barris.

Vale lembrar que o relatório sobre os estoques da commodity nos Estados Unidos, que geralmente é divulgado às quarta-feiras, foi adiado para esta sexta-feira devido às fortes nevascas que atingiram Washington durante esta semana.

China
Pela segunda vez em um mês, o Banco Popular da China elevou o depósito compulsório das instituições financeiras do país, de acordo com anúncio oficial feito durante o dia. O aumento, que visa refrear o crédito chinês e rebater os temores inflacionários, será de 0,5 ponto percentual sobre as atuais taxas – 16,0% para grandes bancos e 14,0% para as instituições de menor porte – e entrará em vigor já no próximo dia 25.