Alpargatas (ALPA4) salta 11% após resultado do 3T com bons sinais em todas as frentes

Ação ALPA4 tocou máxima desde fevereiro de 2023

Lara Rizério

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SÃO PAULO (Reuters) – As ações da Alpargatas (ALPA4) dispararam nesta sexta-feira, tocando uma máxima desde fevereiro de 2023, após resultado trimestral com forte expansão de Ebitda e margem no terceiro trimestre, bem como anúncio de que não exercerá a opção de compra de participação adicional na Rothy’s.

O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado totalizou R$ 255,7 milhões no terceiro trimestre, um salto de 86,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com a margem passando para 22,9%, de 13,2% um ano antes. De acordo com a companhia, foi o melhor Ebitda ajustado nominal de sua história.

A receita líquida da companhia cresceu 7,5%, para R$1,1 bilhão, enquanto a empresa registrou queda no volume vendido das sandálias Havaianas, de 2,3%, para 56,6 milhões de pares no período, com queda de 3,1% no Brasil, a 51,6 milhões de unidades, mas a alta de 7% no internacional, para 4,9 milhões.

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A margem bruta passou de 47,7% para 52,5%, com o custo dos produtos vendidos mostrando queda de 2,4%, enquanto as despesas operacionais recuaram 9,5%, segundo os dados divulgados na noite da véspera pela empresa.

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As ações da Alpargatas dispararam 10,94%, a R$ 11,66, entre as maiores altas do Small Caps. No melhor momento, os papéis foram negociados a R$ 11,67, máxima intradia desde 9 de fevereiro de 2023.

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“A Alpargatas apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre, com um Ebitda 24% acima da nossa estimativa, impulsionado por melhores dinâmicas de receita e custos”, afirmaram analistas da XP em relatório a clientes.

“Em nossa visão, os sinais são positivos em todas as frentes, com o Brasil ganhando participação de mercado e expandindo margens, volumes se recuperando na Europa e os EUA se preparando para implementar seu novo modelo operacional em 2026”, acrescentaram Danniela Eiger e equipe.

A Alpargatas também afirmou na noite de quinta-feira que decidiu não exercer a opção de compra para aquisição das demais ações da norte-americana Rothy’s detidas pelos vendedores principais e por outros acionistas, prevista nos documentos da operação, que resultaria na obtenção do controle da Rothy’s.

Mas afirmou que “segue sendo uma acionista relevante, e por meio de seus representantes no conselho de administração da Rothy’s, continuará colaborando ativamente com referida sociedade no desenvolvimento e implementação dos objetivos e planos estratégicos da Rothy’s”.

De acordo com os analistas da XP, tal movimento era amplamente esperado. “Acreditamos que a melhora nos resultados da Rothy’s pode até abrir uma possibilidade futura de desbloqueio de valor por meio de seu desinvestimento”, acrescentaram no relatório.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.