Alpargatas (ALPA4): ação salta para máxima de 5 meses após resultados; veja destaques

O conjunto de resultados foi sólido, mas o principal destaque foi a aceleração do crescimento do sell-out (venda final)

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Foto: Divulgação
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As ações da Alpargatas (ALPA4) saltavam nesta sexta-feira, tocando uma máxima intradia em cinco meses, após a dona da marca Havaianas quase dobrar o lucro no segundo trimestre, com expansão de receita e melhora em margens.

O lucro líquido cresceu 95,1% na comparação com o registrado no mesmo período de 2025, a R$ 170 milhões, segundo o resultado publicado na véspera, enquanto a receita líquida aumentou 11,3% e a margem Ebitda ajustada passou de 17,5% para 23,3%.

Por volta de 11h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (7), as ações preferenciais da companhia subiam 11,34%, a R$13,65, entre os melhores desempenhos do índice Small Caps, que perdia 1,42%. No melhor momento, as ações chegaram a R$14,03 (+14,43%), máxima intradia desde 4 de março.

“A Alpargatas reportou um forte resultado no segundo trimestre, superando tanto as estimativas do Citi quanto o consenso da VisibleAlpha em praticamente todas as principais métricas”, afirma relatório do Citi enviado a clientes.

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“O conjunto de resultados foi sólido, mas o principal destaque foi a aceleração do crescimento do sell-out (venda final) para 13% (em Havaianas Brasil), ante 4% no primeiro trimestre”, afirma o documento assinado por João Pedro Soares e Felipe Husein.

Eles avaliam que esse desempenho pode representar um ponto de inflexão para o crescimento dos volumes no Brasil, especialmente considerando que as vendas ao consumidor vinham crescendo, na maior parte do tempo, apenas em ritmo de um dígito baixo.

Segundo análise do JPMorgan, a receita líquida consolidada somou R$ 1,23 bilhão, alta de 11% na comparação anual e 6% acima das projeções do banco. O Ebitda ajustado atingiu R$ 286 milhões, avanço de 48% em um ano e 22% acima das estimativas, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 181 milhões, superando em 39% a expectativa dos analistas.

O destaque ficou para o mercado brasileiro. A receita da Havaianas no país cresceu 17%, para R$ 809 milhões, beneficiada por avanço de 9% nos volumes vendidos e melhora do mix de produtos. O JPMorgan ressaltou ainda que as vendas ao consumidor final cresceram 13%, dissipando preocupações de que a forte comercialização registrada no primeiro trimestre pudesse ter sido apenas antecipação de demanda.

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A operação internacional também surpreendeu positivamente. O Ebitda da divisão mais que dobrou na comparação anual, alcançando R$ 117 milhões, com margem de 28,8%, impulsionada pelo forte desempenho na Europa e pela reestruturação da operação nos Estados Unidos.

A XP também avaliou o resultado de forma positiva. Em relatório divulgado após o balanço, a corretora destacou que a companhia continua avançando em seu processo de recuperação, apoiada pelo fortalecimento da marca Havaianas, melhora da rentabilidade e disciplina na execução da estratégia comercial.

Apesar dos resultados fortes, os analistas apontam que a operação Rothy’s segue como ponto de atenção. Segundo o JPMorgan, a marca registrou queda de 3% na receita e retração de 17% no Ebitda, embora parte da pressão tenha sido compensada por efeitos tributários favoráveis.

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No geral, tanto JPMorgan quanto XP avaliam que o trimestre reforça a trajetória de recuperação da Alpargatas e pode levar a revisões positivas das estimativas de lucro para os próximos anos. O JPMorgan espera uma reação favorável das ações após o balanço, destacando especialmente a força da Havaianas no Brasil e a melhora estrutural das operações internacionais.

(com Reuters)

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Investimentos

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.