Destaques da bolsa

ALL sobe 20%, Lupatech é suspensa e resultados mexem com bolsa; veja destaques

O índice subiu 0,81% e fechou esta sexta-feira aos 48.201 pontos, acumulando alta semanal de 0,27%

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SÃO PAULO – Dia positivo na BM&FBovespa, que viu o Ibovespa fechar no positivo pela 2ª semana consecutiva. O índice subiu 0,81% e fechou esta sexta-feira (14) aos 48.201 pontos, acumulando alta semanal de 0,27%. 

O destaque ficou com a ALL (ALLL3), que deve fechar sua fusão com a Rumo Logística já na próxima semana, segundo informações do Valor. De acordo com o jornal, a Rumo, controlada pelo grupo Cosan (CSAN3), do empresário Rubens Ometto, representará entre 35% e 40% do novo negócio e a ALL, os restantes 65% a 60%.

As ações da ALL tiveram forte alta, liderando os ganhos do Ibovespa. Os ativos ALLL3 fecharam com valorização de 19,44%, cotadas a R$ 6,45, chegando a subir 22,22% mais cedo, a R$ 6,60. Já os ativos da Cosan seguiam como a terceira maior alta do índice, avançando 4,98%, para R$ 36,47.

A companhia originária da fusão ainda não possui nome e será gerida por um acordo de acionistas do qual participarão a Cosan, TPG e Gávea (os fundos de investimento minoritários na Rumo) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A ALL e a Cosan esclareceram nesta manhã que estão em tratativas, mas que ainda não existe nenhum acordo firmado entre as duas empresas.

Para a equipe de analistas da Bradesco BBI, o acordo é bastante positivo para a ALL no longo prazo, já que colocaria um ponto final nas brigas judiciais entre a companhia e a Rumo. Pelo acordo, a Cosan daria R$ 1,2 bilhão para a companhia de logística investir em locomotivas e na duplicação de 400 Km de trilhos entre Itirapina e o Porto de Santos, entre outros.

Ação da PDG sobe 3% com resultado
Enquanto isso, as ações da PDG (PDGR3) fecharam com forte alta, após a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2013. Os papéis PDGR3 subiram 3,07%, sendo cotadas a R$ 1,68. A empresa apresentou no quarto trimestre o melhor desempenho de vendas no ano, atingindo no período um total de R$ 1,4 bilhões. Nos últimos três meses do ano passado a empresa reportou um lucro líquido de R$ 19 milhões, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2012.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa subiu 15,4% em relação ao último trimeste de 2012, atingindo R$ 346 milhões em 2013. Conforme ressaltou a equipe de análise da XP Investimentos, a companhia reportou um resultado melhor do que o esperado, com redução de cancelamentos atingindo R$ 251 milhões no trimestre, totalizando R$ 2,109 bilhões no ano de 2013.

A margem ebitda (Ebitda/receita líquida) apresentou grande melhora com redução nas despesas administrativas em 4%, redução no quadro de funcionários e uma maior receita com vendas recordes. Contudo, o elevado endividamento da companhia ainda inspira cautela, aponta a equipe. 

Lupatech é paralisada com ajuizamento de recuperação
A Lupatech (LUPA3) informou que ajuizou seu plano de recuperação extrajudicial apresentado aos titulares de bônus perpétuos da companhia. Segundo comunicado, o percentual de bondholders que aprovaram o plano foi de 84,976%, sem nenhuma manifestação contrária. Com isso, os negócios com ações da Lupatech estão suspensos até o dia 17. 

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O plano de recuperação extrajudicial faz parte do plano de reestruturação da companhia, apresentado e aprovado em novembro do ano passado. Agora, a empresa marcou uma Assembleia Geral Extraordinária para 10 de março de 2014, para colocar o documento em votação para os acionistas.

De acordo com o plano, os credores deverão receber US$ 298 milhões, sendo que 85% virá de ADRs (American Depositary Receipts) que serão emitidos nos EUA e serão representativos a uma ação ordinária. Outros 15% permanecerão como dívida, e terão juros remuneratórios de 3% ao ano, sendo que os juros incidentes nos dois primeiros anos serão acrescidos ao principal. Por sua vez, ele será amortizado em cinco anos, partindo do 3º ano.

BM&FBovespa sobe mesmo com resultado ruim
O resultado da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 9,58%, +3,68%) decepcionou ao mostrar queda de 16,2% no lucro líquido do 4º trimestre de 2013, que ficou em R$ 182,1 milhões, enquanto a expectativa era de avanço no resultado para R$ 227 milhões. O menor giro de negócios no período e a deterioração das condições macroeconômicas atrapalharam os números operacionais da companhia. 

Contudo, como as ações tiveram queda nos dois pregões que anteciparam os resultados, a reação dos investidores tem sido positiva nesta sexta-feira, tendo em vista que o cenário desafiador parece já estar precificado no mercado. “Acreditamos que os atuais nível de preço da ação carregam pessimismo exacerbado para o ambiente de longo prazo em que a instituição está inserida. Neste sentido, consideramos o ativo como atrativo para um horizonte de investimento de médio/longo prazo”, diz a equipe de análise da XP Investimentos.

Aliado a isso, vale destacar o agressivo programa de recompra de ações divulgado para o ano, que pode alcançar 100 milhões de papéis – ou 5,6% do total em circulação -, bem acima dos programas anteriores que resultaram na compra de 60 milhões de ações. “Se efetivado [este programa de recompra de ações], pode ser considerado significativo, demonstrando a crença por parte dos gestores de que o atual valor de mercado não condiz com o desempenho operacional ou perspectivas da empresa”, complementa a XP em relatório enviado aos clientes.

Grupo Pão de Açúcar supera expectativas
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 97,70, +2,30%) apresentou no quarto trimestre do ano passado lucro de R$ 687 milhões, valor 27,5% maior que o mesmo período do ano passado e ficou acima do esperado pelo mercado (R$ 560 milhões). O crescimento se deu em meio ao ambiente macroeconômico desafiador para o todo o varejo – em 2013, as vendas varejistas recuaram avançaram 4,3%, na pior expansão em 10 anos. 

A Via Varejo e a NovaPontocom, empresas do setor de eletrônicos do grupo, contribuíram com um lucro líquido de R$ 367 milhões no último trimestre do ano passado, o que representa um avanço de 55,6% ante o mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida cresceu 15,% e atingiu R$ 7,65 bilhões.

Enquanto isso no segmento alimentar, excluindo os empreendimentos imobiliários, o lucro líquido aumentou 26,4%, atingindo R$ 321 milhões. A receita líquida do segmento subiu para R$ 9,24 bilhões, variação de 17,2% em relação ao último trimestre do ano anterior.

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Usiminas cresce, mas ficou aquém do esperado
Mesmo tendo revertido o prejuízo de R$ 283 milhões do quarto trimestre de 2012 para lucro de R$ 47 milhões no mesmo período de 2013, a Usiminas (USIM5, R$ 11,54, -4,07%) ficou aquém do que esperavam os analistas ao marcar resultado líquido de R$ 73 milhões. O próprio Ebitda cresceu forte – de R$ 221 para R$ 515 milhões – mas ficou aquém dos R$ milhões esperados pelo mercado.

A empresa teve nos últimos três meses de 2013 uma diminuição na produção de aço. No quarto trimestre a Usiminas produziu 1,7 milhão de toneladas de aço bruto, volume 7,6% menor do que o mesmo período em 2012. Já as vendas caíram cerca de 14% e atingiram 1,4 toneladas no último trimestre de 2013. 

Lucro líquido da Marisa cai 77,8%
A Marisa (AMAR3, R$ 14,03, -2,64%) registrou queda de 77,8% no lucro líquido no quarto trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 25,7 milhões entre os meses de outubro a dezembro. Durante o ano de 2013 o lucro líquido da empresa foi de R$ 85,5 milhões, valor 62,8% menor do que o menor em relação ao ano de 2012. O resultado foi afetado pelo aumento do custo das mercadorias e maiores despesas com vendas.

O Ebitda ficou em R$ 93,8 milhões no quarto trimestre, o que representa uma queda de 53,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida totalizou R$ 1 bilhão, aumento de 7,2% em relação ao quarto trimestre de 2012. Durante o ano de 2013, a receita atingiu R$ 3,09 bilhões, aumento de 7,6% em relação ao ano de 2012.

Grendene teve aumento de 14,9% no lucro
A Grendene (GRND3, R$ 15,31, -1,23%) apresentou no último trimestre de 2013 um lucro líquido de R$ 142,9, valor 14,9% maior do que o mesmo período em 2012. Já em relação ao ano de 2013, a empresa teve aumento de 1,1% em comparação ao ano anterior e atingiu R$433,5 milhões.

O Ebitda nos últimos três meses de 2013 diminuiu 15,2% em relação ao mesmo período de 2012 e atingiu R$ 149,4 milhões. Mas em relação ao ano de 2013, a empresa teve um aumento de 10,5% no Ebtida em comparação ao ano de 2012 e atingiu no período R$ 435,9 milhões.

A empresa obteve no quarto trimestre de 2013 um aumento de 15,6% nas despesas operacionais, que atingiram no período um total de R$ 182,2 milhões. Em relação ao ano de 2013, a empresa teve um aumento de 14,5% em comparação ao ano de 2012 e atingiu no período R$ 594,5 milhões.