ALL “renasce” com alta de 20%, Petrobras vira e Qualicorp cai 4%; veja destaques

Confira os principais destaques da Bovespa na sessão desta quinta-feira

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SÃO PAULO – Em dia instável, o Ibovespa passou para queda e por volta das 16h10 (horário de Brasília) operava próximo da estabilidade, com a virada das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que voltaram a operar no vermelho. Os investidores aguardam pela reunião do conselho de administração da petroleira marcada para amanhã, para decidir quem vai comandar a empresa. Mas, nesta quinta, segundo apurou o Valor, o conselho fará um encontro informal, em São Paulo, para discutir os possíveis nomes. Confira os principais destaques da Bolsa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 9,79, -1,11%; PETR4, R$ 9,90, -1,20%)
As ações da Petrobras voltaram a operar no vermelho nesta quinta-feira. Os papéis operam voláteis em meio às incertezas sobre quem assumirá o lugar de Graça Foster, presidente da estatal, e outros cinco diretores. Na sexta-feira (6), o conselho de administração da companhia se reunirá para decidir os nomes. Segundo informações do Valor, haverá uma reunião informal hoje para discutir o assunto. Do fechamento da última segunda-feira até terça, os papéis preferenciais dispararam 22,7% diante das expectativas pela mudança. Ontem, a agência de classificação de risco Fitch disse que a alteração na administração poderá facilitar a divulgação do balanço.

Bancos
As ações dos operam entre leves altas e quedas hoje – Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,54, +0,08%), Bradesco (BBDC3, R$ 35,00, -0,85%; BBDC4, R$ 35,64, -1,57%) e Santander – após avançarem bem pós-resultados fortes do quarto trimestre, com exceção do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,85, +2,47%), que divulgará seu balanço dia 11 de fevereiro, próxima quarta-feira. Segundo o analista Flávio Conde, para as ações voltarem a subir agora, elas precisarão da força do resto do mercado, ou seja, se o dia for de alta, elas voltam a subir. 

Vale mencionar, no entanto, que o BB tem sido um “caso à parte” já que, além do citado acima, ele depende quanto terá que ajudar a Petrobras, caso a situação financeira da estatal piore. Mercado especulava no início da semana que o banco poderia ser usado para “socorrer” a petroleira. Segundo um levantamento do Valor, o BB teria uma exposição de R$ 9 bilhões ao setor e à Petrobras. “Melhorando as ações da Petrobras, os papéis do BB vão atrás”, comentou Conde. 

Vale (VALE3, R$ 20,52, -0,15%; VALE5, R$ 17,74, -0,45%)
As ações da Vale perderam força junto com o restante do mercado nesta tarde e operam no negativo. Essa é a terceira alta dos papéis em quatro sessões. Os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 12,44, +0,65%), holding que detém participações na mineradora, continuaram no positivo.  

Qualicorp (QUAL3, R$ 25,17, -4,66%)
As ações da Qualicorp desabam nesta sessão e lideram neste momento as perdas do Ibovespa. O movimento ocorre com a possibilidade de flexibilização dos planos individuais. “Após o que ocorreu no setor de educação, existe um potencial de desregulamentação dos planos individuais. Receio e incertezas no mercado geram venda do ativo, que pode sofrer ainda mais”, disse o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido.

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Uma notícia da Folha de S. Paulo de hoje aponta que o governo quer mais oferta do plano de saúde individual. Segundo reportagem, o Ministério da Saúde vai anunciar, até o próximo semestre, um pacote de medidas para mudar o modelo de atendimento e reorganizar o setor de planos de saúde no País. A medida atinge cerca de 50 milhões de brasileiros. 

Educacionais
As ações do setor de educação chegaram a liderar as altas do Ibovespa mas perderam força, com algumas virando para queda. Os papéis refletem a notícia de que o Ministério da Educação fará de fevereiro a abril deste ano aditamento de financiamento do Fies (programa federal de financiamento estudantil). Na contramão, na terça-feira, o ministério impôs um limite de 50% na oferta de vagas por instituições privadas no Pronatec (Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Mais medidas podem vir nesse sentido, com o ministério indo na linha do ajuste fiscal do governo, pois contribuiria para reduzir os repasses às instituições, alertou Conde. Ele recomenda que os investidores fiquem de fora desses papéis por enquanto. Entre as ações, Estácio (ESTC3, R$ 17,75, +1,54%), Kroton (KROT3, R$ 11,50, -0,69%), Anima (ANIM3, R$ 20,23, +3,48%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 13,98, +7,46%).  

Duratex (DTEX3, R$ 7,87, +1,55%)
A Duratex divulgou seu resultado nesta manhã, mostrando receita líquida de R$ 1,04 bilhão (-1,6%, contra 3° trimestre de 2014), Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 267 milhões (+12,6%), margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) de 25,7% (contra 22,4%) e lucro líquido recorrente de R$ 85,7 milhões (+2,6%). E por que a ação sobe hoje? “Porque todos os números em relação ao último trimestre, 3° trimestre de 2014, e assim precisava ser precificado”, disse Conde.

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Além disso, o conselho de administração da companhia aprovou o programa de recompra de até 23 milhões de ações ordinárias, com prazo de um ano. A companhia anunciou ainda o pagamento juros sobre o capital próprio complementar de R$ 0,08573141 por ação, além de um juros sobre capital próprio adicional de 10% (excedente ao dividendo mínimo obrigatório), de R$ 0,065126956 por ação. Ambos pagos dia 26 de fevereiro, com base na posição acionária de 5 de fevereiro. 

ALL e Cosan Logística
As ações da ALL (ALLL3, R$ 4,25, +16,76%) e Cosan Logística (RLOG3, R$ 2,60, +23,22%) disparam na sessão desta quinta-feira. De acordo com um operador de mercado, os papéis têm disparada, uma vez que após diversas quedas dos papéis, hoje o mercado especula que o Cade não irá barrar a fusão entre ALL e Rumo e que as possíveis restrições à proposta serão mínimas. Em sua máxima do dia, os papéis da ALL chegaram a valorização de 20%, enquanto os da Cosan Logística chegaram a entrar em leilão. Desde o final de novembro, os papéis da ALL acumulam desvalorização de 34% enquanto os da Cosan Logística já caem 28%.

Na próxima quarta-feira, 11, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tomará uma decisão final sobre a proposta de fusão entre ALL e Rumo. Para o BTG Pactual, o Cade deve aprovar a união com algumas limitações, que estarão longe de ferir os termos iniciais. Segundo os analistas, os papéis ainda têm muito a andar na Bolsa, com as ações da Cosan Logística sendo negociadas atualmente com 20% de desconto aos termos de troca da fusão.

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Gol (GOLL4, R$ 11,76, -1,26%)
A Gol informou nesta manhã que sua taxa de ocupação doméstica em 2014 atingiu 78%, superior a 7 pontos percentuais frente 2013. No quarto trimestre, ficou em 80%, superior a 4,3 p.p. quando comparado ao mesmo período de 2013. No trimestre, o PRASK (receita de passageiro por assento-quilômetro oferecido) recuou 5,1% e o yield reduziu 9,8% na comparação com o quarto trimestre de 2013. Em 2014, o PRASK aumentou 11,3% e atingiu R$ 18,2 e o yield registrou R$ 23,7 e cresceu 1,1%. 

Em teleconferência, o diretor financeiro da companhia, Edmar Lopes, disse que não vai tomar posição agressiva de hedge combustível e que a Copa do Mundo ajudou os números de 2014. 

Positivo (POSI3, R$ 2,03, +0,50%)
A companhia fechou o quarto trimestre com receita líquida de R$ 769,1 milhões, queda de 19,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O market share da companhia no trimestre ficou em 16,8% no mercado brasileiro de computadores, o maior patamar trimestral desde o terceiro trimestre de 2009. 

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Log-In (LOGN3, R$ 4,00, +8,11%)
As ações da Log-In disparam pelo quarto dia seguido. Ontem, a companhia anunciou que registrou prejuízo líquido de R$ 64,4 milhões no quarto trimestre do ano passado, contra desempenho negativo de R$ 15,4 milhões em igual período de 2013.