ALL e Usiminas caem forte, enquanto Brookfiled dispara 18% com OPA; veja destaques

Após forte alta na sexta-feira com rumores de acordo com a Rumo, ações da ALL fecham com queda de 4,3%; OGX e Abril Educação também chamam atenção

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SÃO PAULO – Acentuando as perdas durante a tarde, o Ibovespa encerrou esta segunda-feira (17) com queda de 1,30%, aos 47.576 pontos. Foram apenas 7 ações das 72 do índice fechando em alta, enquanto 8 papéis recuaram mais de 4%, com destaque para o setor elétrico, que liderou as perdas em meio aos temores de apagão e falta de energia no País.

Na ponta positiva, destaque para as ações da Brookfield (BISA3), que destoaram do resto do benchmark e subiram 18,55%, cotadas a R$ 1,47, com um volume financeiro de R$ 37,18 milhões, bem acima da média dos últimos 21 pregões, de R$ 11,30 milhões. O movimento ocorre após a incorporadora ter informado que sua controladora iria fechar seu capital, pagando R$ 1,60 por ação, o que configurava um prêmio de 8,84% em relação ao fechamento de hoje. 

Analistas viram a operação como um catalisador positivo para as ações no curto prazo, embora alguns ainda tenham ressaltado que a oferta poderia ter sido um pouco melhor. Nos últimos três meses, o preço médio das ações da empresa foi de R$ 1,12 por ação, ou seja, um prêmio de mais de 42% da média de 90 dias. Entretanto, dado a desvalorização nos últimos anos, os papéis da Brookfield são negociados atualmente a metade do valor de liquidação da empresa.

E é nesse ponto que os analistas da Banco Espírito Santo e Credit Suisse batem. Para eles, os acionistas minoritários devem lutar por um preço melhor na OPA, mesmo considerando o elevado prêmio atual. Vale lembrar que para a operação ser concluída ainda é preciso aprovação em assembleia, escolha de bancos para fazer avaliação da OPA e, finalmente, a aprovação de dois terços dos acionistas.

ALL
Do lado negativo apareceram as ações da ALL (ALLL3), que caíram 4,34%, a R$ 6,17, depois de terem disparado 19,44% na última sexta-feira por conta de rumores de que a empresa deveria concluir nesta semana a união com a Rumo Logística, segundo informações do Valor. No novo negócio, a empresa controlada pela Cosan (CSAN3), do empresário Rubens Ometto, representará entre 35% e 40% da nova companhia e a ALL, os 60% a 65% restantes. No entanto, a Cosan e ALL negaram ter firmado algum acordo para fusão.

Para a equipe de analistas da Bradesco BBI, o acordo é bastante positivo para a ALL no longo prazo, já que colocaria um ponto final nas brigas judiciais entre a companhia e a Rumo. Pelo acordo, a Cosan daria R$ 1,2 bilhão para a companhia de logística investir em locomotivas e na duplicação de 400 Km de trilhos entre Itirapina e o Porto de Santos, entre outros.

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Usiminas
Os papéis da Usiminas (USIM5) caíram pelo segundo pregão consecutivo. Somente nesta sessão, a desvalorização foi de 5,37%, a R$ 10,92. Na última sexta-feira, a maior produtora de aços planos do Brasil informou que obteve lucro líquido de R$ 47 milhões no quarto trimestre de 2013, ante prejuízo de R$ 283 milhões registrado no mesmo período de 2012. Analistas, no entanto, esperavam lucro de R$ 73 milhões.

Na teleconferência de resultados, a empresa mostrou pouca preocupação com situações que aparentemente são preocupantes, segundo a equipe de análise da XP Investimentos. “Isso demonstra certa confiança de que tais eventos não devem gerar grandes impactos para a empresa”.

OGX
Também entre os destaques apareceram as ações da Óleo e Gás Participações (OGXP3), ex-OGX, que viu seus papéis recuarem 6,90%, precificados em R$ 0,27. 
A empresa apresentou no fim da semana passada o plano de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O plano segue as diretrizes do PSA (Plan Support Agreement), feito entre a empresa e credores, com a previsão da injeção de US$ 215 milhões na empresa, diluindo os atuais acionistas. 

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Mesmo assim, ele ainda precisa ser aprovado em assembleia – a ser convocada pela Deloitte. No plano, consta ainda que a empresa desistiu de vender sua participação na Parnaíba Gás Natural (ex-OGX Maranhão) para o fundo Cambuhy. Agora, a empresa espera realizar a venda da participação por meio de um leilão, que deve acontecer 15 dias após a homologação do plano de recuperação judicial, que está previsto para dentro de 80 dias após a sua apresentação. 

Além disso, a empresa também anunciou que está devolvendo as áreas de exploração dos complexos de Itacoatiara, Viedma, Tulum e Vesúvio, na bacia de Campos, e dos complexos de Natal e Belém, na bacia de Santos à ANP ( Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis). A OGX não apresentou os PADs (Planos de Avaliação de Descobertas) e a Agência não estendeu o prazo.

Abril Educação
As units da Abril Educação (ABRE11) caíram forte neste pregão após terem forte alta na última semana em meio aos rumores de venda da companhia. As units da empresa registraram queda de 3,03%, cotadas a R$ 28,80, embora ainda acumulem ganhos de 8% em relação ao fechamento de segunda-feira passada. Na última semana, a Abrilpar – controladora da Abril Educação – confirmou as informações divulgadas na coluna de Sonia Racy, do O Estado de S. Paulo.

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A empresa anunciou a contratação do Itaú BBA e do BTG Pactual para analisar “oportunidades estratégicas relacionadas ao seu investimento na Abril Educação”, podendo inclusive envolver uma alteração no controle da empresa. O movimento de alta teve continuidade após notícias veiculadas no jornal Valor Econômico apontarem que o controlador negocia uma venda de 20% a 25% da Abril Educação e entre os interessados estão gigantes private equities, como a Carlyle e KKR, que podem entrar no negócio em parceria com o grupo de ensino superior Laureate. Segundo a notícia, o valor pedido por ação da Abril Educação é de R$ 45, mais de 50% do que a ação fechou na última sexta-feira (R$ 29,70).


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.