ALL e Rumo discutem fusão; OGX, Vale e mais 8 empresas estão no radar

OGX ganha mais tempo da ANP para provar sua capacidade financeira; Vale compra trens de passageiros; Vivo e Nextel podem anunciar hoje acordo de compartilhamento de 3G

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SÃO PAULO – A segunda-feira (13) inicia agitada no mercado brasileiro, em meio a uma série de notícias corporativas. A Óleo e Gás Participações (OGXP3), antiga OGX Petróleo, comunicou ao mercado que a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) postergou, até 24 de janeiro, o prazo para a comprovação da capacidade financeira da empresa no que se refere aos compromissos financeiros assumidos nos contratos de operação e concessão de que a OGX é parte.

Na quinta-feira, a petroleira disse que pagou parte de suas dívidas relacionadas aos custos de desenvolvimento de dois campos de petróleo no litoral brasileiro. A empresa, que entrou com o maior pedido de recuperação judicial da América Latina em outubro, afirmou que pagou a primeira parcela de uma dívida em atraso no valor de R$ 73 milhões relacionados aos campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos. 

Negociações para fusão entre ALL e Rumo
A empresa que poderá nascer da fusão entre ALL (ALLL3) e a Rumo Logística, da Cosan (CSAN3), terá de investir algo em torno de R$ 8 bilhões e R$ 11 bilhões até 2020, apurou o Valor. Os números ainda são preliminares. Representantes de todos os sócios irão se reunir esta semana para começar a eleborar o plano de negócio da futura empresa. Até agora, especula-se que esses recursos serão aplicados em ampliação e duplicação da malha ferroviária e na solução de gargalos nos dois principais trechos da ALL, o que liga Estrela d’Oeste a Campinas e esta a cidade de Santos, todas no Estado de São Paulo. A maior parte dos investimentos – cerca de R$ 8 bilhões – deverá ser feita nos primeiros quatro meses.

Além disso, uma matéria de O Estado de S. Paulo informou que o grupo Cosan deverá formalizar nos próximos dias uma oferta para ter o controle da ALL e segundo as fontes seria diferente da realizada pela companhia, em fevereiro de 2012, com outros valores e condições. A decisão da Cosan de retomar as negociações com a companhia ferroviária tem o aval do governo federal, que mobilizou o BNDES, também sócio da ALL, para conduzir as conversas com os dirigentes das duas companhias. Segundo a XP Investimentos, a fusão deverá ser benéfica para ambas empresas e os termos de negociação encontram-se favoráveis à ALL atualmente, dado as diversas ineficiências apresentadas pela empresa e o suposto interesse do próprio governo em chegar a uma solução para essa questão logística ferroviária. 

Vale compra trens de passageiros
A Vale (VALE3; VALE5) vinha amadurecendo há alguns anos a ideia de substituir os trens de passageiros da empresa. Em 2014, o projeto começa a ser implementado. A primeira linha a ter os comboios renovados, a partir do fim de março, será a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que transporta um milhão de passageiros. Já a Estrada de Ferro de Carajás (EFC), entre Pará e Maranhão, na qual viajam 350 mil pessoas todo ano, deve receber novos carros no primeiro semestre de 2015. A mineradora pretende investir US$ 135 milhões no programa de renovação de trens de passageiros, sendo US$ 80,2 milhões destinados na compra de 56 novos carros ferroviários para EFVM.  

Vivo e Nextel podem compartilhar de uso de rede 3G
A Telefônica/Vivo (VIVT4) e a Nextel podem anunciar hoje um acordo de compartilhamento de rede da segunda e terceira gerações (2G/3G), válidos por cinco anos, informou o Valor. O acordo dará trégua à guerra de vários anos entre a Nextel e as grandes operadoras de serviços móveis. A negociação foi acertada pela cúpula da NII Holdings, controladora da Nextel, e o grupo espanhol em Madri, segundo fontes a par das negociações ao jornal. Acordo semelhante também será divulgado no México entre a Movistar, empresa de serviços móveis da Telefónica de España, a unidade da Nextel naquele país. 

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Incertezas sobre revisão volta a prejudicar a Sabesp
A Sabesp (SBSP3) voltou a sofrer na bolsa de valores na sexta-feira, com uma queda de 2,84%, a maior do Ibovespa. A razão foi o adiamento das etapas finais de sua revisão tarifária, que alterou de março para abril a conclusão do processo. No ano passado, os papéis da empresa ficaram pressionados por muito meses por causa de seguidas prorrogações. No fim do ano, porém, entraram em trajetória de alta quando a agência reguladora do setor, a Arsesp, publicou um novo cronograma para o processo, o que trouxe confiança ao mercado. Agora, o novo adiamento traz de volta o clima de incerteza. O adiamento parece ter sido resultante de questões técnicas, e não políticas. A “janela de oportunidade” para a conclusão do processo está aberta até abril. Depois disso, um novo adiamento poderia levar a conclusão para novembro e dezembro por causa das eleições no país. 

Leilão da linha de transmissão de Belo Monte terá até 3 candidatos
O leilão de concessão do sistema principal de transmissão para a hidrelétrica de Belo Monte, marcado para 7 de fevereiro, deve ter de dois a três grupos na disputa, um com empresas do grupo Eletrobras (ELET3; ELET6) e a chinesa State Grid e o outro com Taesa (TAEE11), do grupo Cemig (CMIG4), em parceria com a Invepar, disse à Reuters uma fonte do governo a par do assunto. 

Segundo a fonte, a paranaense Copel (CPLE6) estaria negociando para entrar no grupo da Taesa, que ainda poderia receber a participação de investidores da Índia. “As empresas da Índia têm experiência em corrente contínua, que será usada na linha de Belo Monte”, disse a fonte.A Taesa já havia anunciado em dezembro a parceria com a Alupar para participar do leilão. Procurada pela Reuters, a Copel confirmou que está estudando as condições para participar da disputa, mas não tem definições sobre eventuais parceiros.

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Controladores da Weg já venderam mais de R$ 7 mi em ações 
Os controladores da Weg (WEGE3) venderam mais uma vez uma pequena parcela de sua participação na Bovespa, informa o relatório de posição consolidada referente ao mês de dezembro, divulgado na sexta-feira na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Somado com as vendas já realizadas em novembro, eles já levantaram mais de R$ 7 milhões Gpor meio de venda das ações, que no começo de dezembro atingiram seu maior patamar da história na bolsa. 
Segundo o relatório, os controladores realizaram quatro vendas ao longo do mês: duas no dia 3 (624 ações, a R$ 32,00 cada) e uma nos dias 19 (1.000 ações a R$ 31,66) e 20 de dezembro (34.000 ações, a R$ 31,19 cada), somando um total de R$ 1,112 milhão. Mesmo vendendo 35.624 papéis WEGE3, a participação dos controladores permaneceu em 64,52% no capital da empresa, o que representa 400.587.065 ativos. Já os diretores da companhia alienaram 1.000 papéis a R$ 31,64, reduzindo para 384.388 ativos, informa o documento.

Light restabeleceu energia após fogo em bueiro
A Light (LIGT3) informou hoje o restabelecimento do fornecimento de energia para bairros da zona sul do Rio de Janeiro, que ficaram sem luz após incêndio em bueiro em Ipanema, ocorrido na madrugada deste domingo. Segundo a empresa, o furto de cabos de energia na rede subterrânea da companhia, na altura das ruas Visconde de Pirajá e Aníbal de Mendonça, em Ipanema, provocou a falta de luz em áreas do Leblon, Copacabana, Ipanema e Lagoa.  

Direcional anuncia vendas de R$ 937 milhões no quarto trimestre
A Direcional (DIRR3) anunciou nesta manhã que registrou R$ 937 milhões em vendas no quarto trimestre. A contratação de projetos destinados ao programa do governo Minha Casa, Minha Vida somou R$ 730 milhões nos últimos três meses e R$ 2 bilhões no ano, ou 80% do total. No ano de 2013, os lançamentos atingiram recorde de R$ 2,6 bilhões, representando crescimento de 9% em relação ao ano de 2012. A empresa entregou sete empreendimentos no quarto trimestre, totalizando 7.224 unidades e VGV (Volume Geral de Vendas) de R$ 511 milhões. Segundo a XP, os números foram positivos para a empresa, com melhora, principalmente, no VSO (Vendas sobre Oferta), voltando acima de 21% sem o programa Minha Casa, Minha Vida fase 1. Vendas também foi uma surpresa positiva no trimestre, disseram os analistas.

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Via Varejo abre milésima loja no país
A Via Varejo (VVAR11), unidade de móveis e eletrodomésticos do Grupo Pão de Açúcar, anunciou na sexta-feira a inauguração de sua milésima loja no país, localizada em Maceió (AL). 
Trata-se de uma unidade da Casas Bahia, informou a companhia, que também abriu outras duas unidades – em Aracaju(SE) e Maceió- da mesma bandeira na sexta-feira. A Via Varejo, que também opera as marcas Ponto Frio e Nova Pontocom, de comércio eletrônico, afirmou em nota à imprensa que as inaugurações fazem parte do plano de expansão da empresa no Nordeste, região considerada estratégica para seus negócios.