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Resumo da Bolsa

ALL e Cosan disparam até 28%, Petrobras vira e o “dedo” do governo na Qualicorp

Entre os destaques ainda estiveram os papéis da Vale, que após chegarem a subir 3%, fecharam em queda e da Usiminas, que teve rating cortado pela Moody's

SÃO PAULO – A quinta-feira (5) foi instável para a Bolsa, com o Ibovespa fechando com leve queda de 0,14%, a 49.233 pontos. O índice chegou a operar com queda de até 1% em meio à instabilidade dos papéis da estatal Petrobras, que reagiu ao aguardo dos investidores pela reunião do conselho de administração da petroleira marcada para amanhã, para decidir quem vai comandar a empresa. Segundo o Valor, no entanto, uma reunião informal na capital paulista poderá ocorrer ainda hoje.

Entre os destaques ainda estiveram os papéis da Qualicorp, que chegaram a cair XX% nesta quinta em meio à notícia da Folha de S. Paulo, que aponta que o governo quer mais oferta do plano de saúde individual. As ações da ALL e da Cosan Logística também chamaram atenção do mercado em meio à proximidade da reunião final do Cade sobre a fusão das empresas.

Confira os principais destaques da Bolsa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 9,66, -2,42%; PETR4, R$ 9,80, -2,20%)
As ações da Petrobras voltaram a fechar no vermelho nesta quinta-feira. Os papéis operaram voláteis em meio às incertezas sobre quem assumirá o lugar de Graça Foster, presidente da estatal, e outros cinco diretores. Na sexta-feira (6), o conselho de administração da companhia se reunirá para decidir os nomes. Segundo informações do Valor, haverá uma reunião informal hoje para discutir o assunto. Do fechamento da última segunda-feira até terça, os papéis preferenciais dispararam 22,7% diante das expectativas pela mudança. Ontem, a agência de classificação de risco Fitch disse que a alteração na administração poderá facilitar a divulgação do balanço.

Bancos
As ações dos fecharam em queda hoje – Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,21, -0,84%), Bradesco (BBDC3, R$ 35,15, -0,42%; BBDC4, R$ 35,63, -1,60%) e Santander – após avançarem bem com resultados fortes do quarto trimestre, com exceção do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,79, +2,20%), que divulgará seu balanço dia 11 de fevereiro, próxima quarta-feira. Segundo o analista Flávio Conde, para as ações voltarem a subir agora, elas precisarão da força do resto do mercado, ou seja, se o dia for de alta, elas voltam a subir. 

Vale mencionar, no entanto, que o BB tem sido um “caso à parte” já que, além do citado acima, ele depende quanto terá que ajudar a Petrobras, caso a situação financeira da estatal piore. Mercado especulava no início da semana que o banco poderia ser usado para “socorrer” a petroleira. Segundo um levantamento do Valor, o BB teria uma exposição de R$ 9 bilhões ao setor e à Petrobras. “Melhorando as ações da Petrobras, os papéis do BB vão atrás”, comentou Conde. 

Vale (VALE3, R$ 20,45, -0,49%; VALE5, R$ 17,65, -0,95%)
As ações da Vale perderam força junto com o restante do mercado nesta tarde e fecharam no negativo. Os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 12,51, +1,21%), holding que detém participações na mineradora, fecharam no positivo.  

Qualicorp (QUAL3, R$ 25,15, -4,73%)
As ações da Qualicorp em apenas 10 minutos após a abertura do mercado já desabavam cerca de 10% e assim permaneceram durante a manhã e início da tarde; no entanto, após as 16h, as ações aliviaram as perdas e tiveram repique, após o Ministério Público e a ANS explicarem a notícia publicada hoje na Folha de S. Paulo. A notícia apontou que o governo quer mais oferta do plano de saúde individual. Segundo reportagem, o Ministério da Saúde vai anunciar, até o próximo semestre, um pacote de medidas para mudar o modelo de atendimento e reorganizar o setor de planos de saúde no País. Vale destacar o volume financeiro dos papéis, de R$ 417,2 milhões, frente os R$ 50,7 milhões apresentados nos últimos 21 pregões – em base de comparação, este volume é quase duas vezes maior que o apresentado pelos papéis da Vale.

O movimento de queda ocorreu com a possibilidade de flexibilização dos planos individuais. “Após o que ocorreu no setor de educação, existe um potencial de desregulamentação dos planos individuais. Receio e incertezas no mercado geram venda do ativo, que pode sofrer ainda mais”, disse o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido.

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O Ministério da Saúde e a ANS explicaram que ambas têm em andamento estudos sobre o cenário atual do setor de saúde suplementar e caminhos adequados para melhoria na qualidade da oferta de serviços e para sua sustentabilidade. Ainda de acordo com eles, um destes itens em análise são os planos individuais, com objetivo de garantir a oferta dessa modalidade de serviço, que vem apresentando declínio nos últimos anos, motivo pelo qual o tema vem sendo objeto de estudo da ANS desde 2012, quando foi incluído como prioridade em sua Agenda Regulatória.

A Guide Investimentos explicou em relatório, no entanto, que o movimento de hoje não foi apresentado nas ações da Sul América, e que “por enquanto, esse comportamento parece estranho”. A Qualicorp informou nesta tarde que as mudanças em planos não afetam a atuação da companhia. Veja o gráfico das ações hoje:

Educacionais
As ações do setor de educação fecharam entre ganhos e perdas. Os papéis refletiram a notícia de que o Ministério da Educação fará de fevereiro a abril deste ano aditamento de financiamento do Fies (programa federal de financiamento estudantil). Na contramão, na terça-feira, o ministério impôs um limite de 50% na oferta de vagas por instituições privadas no Pronatec (Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Mais medidas podem vir nesse sentido, com o ministério indo na linha do ajuste fiscal do governo, pois contribuiria para reduzir os repasses às instituições, alertou Conde. Ele recomenda que os investidores fiquem de fora desses papéis por enquanto. Entre as ações, Estácio (ESTC3, R$ 18,03, +3,15%), Kroton (KROT3, R$ 11,45, -1,12%), Anima (ANIM3, R$ 20,40, +4,35%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 14,45, +11,07%).  

Duratex (DTEX3, R$ 7,85, +1,29%)
A Duratex divulgou seu resultado nesta manhã, mostrando receita líquida de R$ 1,04 bilhão (-1,6%, contra 3° trimestre de 2014), Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 267 milhões (+12,6%), margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) de 25,7% (contra 22,4%) e lucro líquido recorrente de R$ 85,7 milhões (+2,6%). E por que a ação sobe hoje? “Porque todos os números em relação ao último trimestre, 3° trimestre de 2014, e assim precisava ser precificado”, disse Conde.

Além disso, o conselho de administração da companhia aprovou o programa de recompra de até 23 milhões de ações ordinárias, com prazo de um ano. A companhia anunciou ainda o pagamento juros sobre o capital próprio complementar de R$ 0,08573141 por ação, além de um juros sobre capital próprio adicional de 10% (excedente ao dividendo mínimo obrigatório), de R$ 0,065126956 por ação. Ambos pagos dia 26 de fevereiro, com base na posição acionária de 5 de fevereiro. 

ALL e Cosan Logística
As ações da ALL (ALLL3, R$ 4,42, +21,43%) e Cosan Logística (RLOG3, R$ 2,70, +27,96%) dispararam na sessão desta quinta-feira. Os papéis subiram hoje após terem sido fortemente penalizados nos últimos dias. De acordo com um operador de mercado, com a proximidade da reunião final do Cade sobre a fusão das empresas, o mercado acredita que a probabilidade é grande que seja aprovada, sem grandes limitações. Em sua máxima do dia, os papéis da ALL chegaram a valorização de 20%, enquanto os da Cosan Logística chegaram a entrar em leilão. Desde o final de novembro, os papéis da ALL acumulam desvalorização de 34% enquanto os da Cosan Logística já caem 28%.

Na próxima quarta-feira, 11, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tomará uma decisão final sobre a proposta de fusão entre ALL e Rumo. Para o BTG Pactual, o Cade deve aprovar a união com algumas limitações, que estarão longe de ferir os termos iniciais. Segundo os analistas, os papéis ainda têm muito a andar na Bolsa, com as ações da Cosan Logística sendo negociadas atualmente com 20% de desconto aos termos de troca da fusão.

Gol (GOLL4, R$ 11,75, -1,34%)
A Gol informou nesta manhã que sua taxa de ocupação doméstica em 2014 atingiu 78%, 7 pontos percentuais maior que em 2013. No quarto trimestre, ficou em 80%, superior a 4,3 p.p. quando comparado ao mesmo período de 2013. No trimestre, o PRASK (receita de passageiro por assento-quilômetro oferecido) recuou 5,1% e o yield reduziu 9,8% na comparação com o quarto trimestre de 2013. Em 2014, o PRASK aumentou 11,3% e atingiu R$ 18,2 e o yield registrou R$ 23,7 e cresceu 1,1%. 

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Em teleconferência, o diretor financeiro da companhia, Edmar Lopes, disse que não vai tomar posição agressiva de hedge combustível e que a Copa do Mundo ajudou os números de 2014. 

Positivo (POSI3, R$ 2,03, +0,50%)
A companhia fechou o quarto trimestre com receita líquida de R$ 769,1 milhões, queda de 19,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O market share da companhia no trimestre ficou em 16,8% no mercado brasileiro de computadores, o maior patamar trimestral desde o terceiro trimestre de 2009. 

Log-In (LOGN3, R$ 4,00, +8,11%)
As ações da Log-In dispararam pelo quarto dia seguido. Ontem, a companhia anunciou que registrou prejuízo líquido de R$ 64,4 milhões no quarto trimestre do ano passado, contra desempenho negativo de R$ 15,4 milhões em igual período de 2013. 

Usiminas (USIM5, R$ 3,52, +0,57%)
As ações da Usiminas fecharam com leve alta nesta sessão. A Moody’s América Latina rebaixou os ratings da companhia de Ba2/Aa3.br, para Ba3/A2.br, com perspectiva estável. De acordo com a agência de risco, o rebaixamento reflete a deterioração nas métricas de crédito da empresa desde o segundo trimestre do ano passado, e a baixa probabilidade de que indicadores de lucratividade, fluxo de caixa e de alavancagem devam melhorar em 2015 para níveis apropriados a um rating Ba2 (escala global). As ações ordinárias da empresa, que dispararam nos últimos dias, fecharam com forte queda de 5,12%, a R$ 20,40.