Alívio nos EUA estimula apetite por risco e bolsas mundiais sobem

Reunião de Barack Obama e republicanos, nomeação de Janet Yellen como "chairwoman" do Federal Reserve e discurso de Jack Lew devem movimentar os mercados

Publicidade

SÃO PAULO – Os mercados mundiais iniciam esta quinta-feira (10) em alta, com o apetite por risco dos investidores estimulado pelas recentes quedas e também pelo noticiário norte-americano, que indicou Janet Yellen para o cargo de presidente do Federal Reserve, uma reunião entre Barack Obama e líderes republicanos, para tentar entrar em um acordo sobre o aumento do teto da dívida do país e o discurso do secretário do Tesouro, Jacob Lew.

Na reunião de Barack Obama com os republicanos, espera-se que um acordo seja feito para elevar temporariamente o teto da dívida do país, evitando assim um default que poderia levar os EUA para uma nova recessão, e também encerrando a paralisação governamental, que entra hoje em seu 10º dia, enquanto os dois lados resolvem suas diferenças sobre o orçamento norte-americano e chegam a uma decisão final.

Ainda por lá, o impasse aparece agora no Federal Reserve. A ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Comittee) revelou que, apesar de inesperadamente a autoridade ter mantido o programa de compra de títulos mensal em até US$ 85 bilhões, há divergências entre os membros sobre a decisão de manter o ritmo de estímulo. Por outro lado, ontem o presidente Obama nomeou Janet Yellen como sucessora de Ben Bernanke na presidência do Fed. Yellen é defensora do programa, e os mercados esperam que ela mantenha um passo lento para iniciar a retirada do estímulo, conhecido como Quantitative Easing 3.

Europa e Ásia em alta
Na Europa, além do noticiário norte-americano, ganha destaque o Bank of England, que manteve sua taxa de juros na mínima recorde de 0,5% e seu programa de estímulo monetário em 375 milhões de libras. Com o ambiente econômico favorável, os principais índices acionários europeus registravam alta de mais de 1% nesta manhã, mesma variação vista nos contratos futuros norte-americanos.

Com o temporário alívio sobre as incertezas nos EUA, a maioria dos índices asiáticos também registraram ganhos, com exceção dos chineses. No Japão, o índice Nikkei avançou 1,12%, com o enfraquecimento do iene favorecendo as ações de exportadoras e a confiança do consumidor no país subir para 45,4 em setembro, ante expectativa de alta para 43,8.

Já na China, os índices foram pressionados pela expectativa por importantes indicadores econômicos que serão divulgados nos próximos dias, como inflação e o PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre, que devem indicar o ritmo de recuperação da economia chinesa.