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SÃO PAULO – Os Alimentos seguem sendo os grandes vilões da inflação, atingindo, principalmente, a população de menor poder aquisitivo, que destina boa parte de seu orçamento mensal na compra destes itens.
De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, divulgado nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o grupo Alimentos e Bebidas registrou alta de 1,95% nos preços, na comparação com abril, o que representou 54% do índice.
Arroz: principal influência negativa
O arroz, liderando as contribuições individuais, deteve 0,11 ponto percentual, pois passou a custar 19,75% a mais do que em abril.
De acordo com a Fundação Procon-SP, que divulgou pesquisa especial da cesta básica nesta quarta-feira (11), houve alta mundial no preço do arroz, provocada pelo aumento da demanda – por ocasião do aumento da renda, não só no Brasil como em outros países emergentes – recentemente agravada pela seqüência de anúncios de suspensão de exportações do cereal em diversos países (Camboja, Malásia, Cazaquistão, Vietnã, Índia, Indonésia e Egito).
Segundo especialistas, o aumento do consumo e a redução na oferta mundial devem manter a tendência de alta nos preços até o fim de 2008.
Outras influências
Poucos alimentos escaparam da alta generalizada, sendo as frutas (-5,40%) e o feijão carioca (-11,26%) as exceções a serem destacadas.
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Os demais preços tiveram crescimentos expressivos. Além do arroz, o pão francês teve alta de 4,74% e as carnes, de 3,45%.
Por estado
Nas regiões pesquisadas pelo IBGE, os alimentos passaram a custar para caro para todos os consumidores no quinto mês do ano. As maiores altas foram registradas em Curitiba e Goiânia, com variações de 2,81% e 2,77%, respectivamente.
São Paulo, no entanto, registrou a maior variação de um mês para o outro, passando de 0,60% em abril para 2,05% em maio, conforme mostra a tabela:
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| Região | Abril | Maio | Acumulado do ano |
| Rio de Janeiro | 1,60 | 1,57 | 6,20 |
| Porto Alegre | 1,77 | 2,27 | 6,35 |
| Belo Horizonte | 1,10 | 1,88 | 6,25 |
| Recife | 2,56 | 2,02 | 8,07 |
| São Paulo | 0,60 | 2,05 | 5,21 |
| Brasília | 1,41 | 2,21 | 6,18 |
| Belém | 2,63 | 0,75 | 8,47 |
| Fortaleza | 0,72 | 1,57 | 6,46 |
| Salvador | 0,84 | 1,86 | 7,96 |
| Curitiba | 2,07 | 2,81 | 8,32 |
| Goiânia | 1,52 | 2,77 | 5,23 |
| Brasil | 1,29 | 1,95 | 6,40 |
Outros índices
Os alimentos também foram responsáveis pela alta de outros índices, também divulgados nesta quarta-feira.
Dos sete grupos que compõem o IPC-Fipe, o que apresentou maior acréscimo em sua taxa de variação, na primeira quadrissemana de junho, foi o grupo Alimentação, com variação positiva de 3,68%, valor 0,51 ponto percentual acima da medição referente a maio de 2008.
O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao primeiro decêndio de junho apontou inflação de 1,97%. Dentre os três segmentos que compõem o indicador, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,60% e a maior contribuição para a aceleração partiu do grupo Alimentação, cuja taxa passou de 0,35% no mesmo período de maio para 1,36% em junho.