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SÃO PAULO – Cada vez mais, as pessoas se preocupam com a saúde e procuram alternativas mais saudáveis de alimentos. Com isso, as vendas de alimentos orgânicos crescem e seus preços, conseqüentemente, diminuem.
Para quem não sabe, os produtos orgânicos são aqueles cuja produção não utiliza produtos químicos como adubos, herbicidas, pesticidas e conservantes. Além disso, eles são mais saudáveis por amadurecem naturalmente e serem retirados jovens da terra.
Preços
Uma alternativa para quem deseja consumir alimentos orgânicos, mas não quer gastar uma fortuna, são as linhas próprias dos supermercados. De acordo com o Carrefour, que comercializa sua linha Viver, os preços destes itens são de 25% a 35% mais baratos do que os dos líderes de mercado.
Já o Pão de Açúcar – que é pioneiro na venda de orgânicos, desde os anos 90 – disponibiliza produtos de sua marca Taeq. Segundo a empresa, mesmo as classes mais populares já demonstram interesse por essa linha de produtos.
Mas conforme explica o diretor de comercialização de Frutas, Legumes e Verduras do Pão de Açúcar, Leonardo Miyao, a maior expansão dos orgânicos no Brasil esbarra na questão de escala.
“Temos mercado e espaço para comercializar mais produtos, precisamos de uma produção maior para democratizar esse consumo através de mais oferta e preços mais competitivos”, argumenta.
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Mercado
Atualmente, o mercado de orgânicos cresce 25% ao ano no mundo e 30% no Brasil. Mas dos US$ 40 bilhões movimentados por esses produtos no ano passado, nosso País respondeu por apenas 1% do montante.
Apenas no Carrefour, o aumento atingiu 25% em 2006, sendo que os orgânicos representaram 1% do setor de frutas, legumes e verduras. O Grupo Pão de Açúcar, por sua vez, viu o faturamento do setor de orgânicos triplicar nos últimos quatro anos. No entanto, estes produtos representam apenas 2,2% do total das vendas de frutas, legumes e verduras da rede.
De acordo com levantamento da empresa, a maioria do grupo consumidor de orgânicos é composta de mulheres, casadas e com filhos, de 30 a 50 anos e que colocam a saúde em primeiro lugar. Além disso, mais de 60% das vendas saem das lojas paulistanas.