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SÃO PAULO – O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) apresentou alta e encerrou a primeira semana de outubro com inflação de 0,66%, 0,20 ponto percentual acima do verificado uma semana antes (0,46%). De acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas), este é o maior resultado desde a primeira semana de maio.
Dentre os sete grupos analisados, seis registraram aceleração nos preços, enquanto um apresentou deflação na semana encerrada em 07 de outubro.
Uma das principais influências para o resultado do índice partiu do grupo Alimentação, cuja variação nos preços dos produtos no período analisado passou de 0,84% para 1,41%. Neste grupo, os itens frutas (1,83% para 3,74%), arroz e feijão (1,53% para 3,72%) e laticínios (0,70% para 1,31%) responderam pelos maiores impactos.
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Outros grupos
Outros grupos também contribuíram para o resultado do IPC-S: Vestuário, incentivado pela alta nos preços das roupas (de 1,22% para 1,44%), por exemplo, passou de 1% para 1,23%.
As outras contribuições vieram de Habitação (de 0,32% para 0,33%), impactado pelo item taxa de água e esgoto residencial (de 1,32% para 1,80%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,30% para 0,45%), incentivado pela alta de passeios e férias (de 0,59% para 0,86%); Despesas Diversas (de 0,21% para 0,27%), com influência de cerveja (de -0,55% para 0,64%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,44% para 0,50%), impactado pela alta dos serviços de cuidados pessoais (0,19% para 0,48%).
Transportes que passou de -0,01% para -0,04%, por outro lado, exerceu pressão contrária para o resultado do IPC-S no período, sendo que, neste caso, a principal influência veio do item gasolina, cuja taxa passou de -0,31% para -0,51%.