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SÃO PAULO – Comer fora de casa já está 2,06% mais caro neste ano, apontou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 12 meses terminados em março, o consumidor que possui o hábito já está desembolsando 7,33% mais.
Dentro do item alimentação fora do domicílio, as refeições registraram alta acumulada de 1,82%. Porém, a maior variação foi verificada nos lanches, cujos preços registraram aumento de 2,71% neste ano. Já o café-da-manhã apontou uma variação negativa de 0,93%.
Quando analisado o período de 12 meses terminados em março, por sua vez, o destaque fica novamente por conta do aumento de preços das refeições que, feitas fora de casa, pesaram 7,93% a mais no bolso do consumidor, seguidas pelo café-da-manhã (7,82%) e lanches (6,54%).
Na análise mensal, a alimentação fora de casa registrou variação de 0,60%, principalmente por conta do aumento dos preços das refeições e dos lanches que variaram 0,57% e 0,56%, respectivamente. O café-da-manhã, por sua vez, ficou 0,16% mais barato.
Pelo Brasil
Neste ano, consumidores de Belo Horizonte e Salvador foram os mais penalizados pelo aumento de preços ao comer fora de casa, enquanto que, no período de 12 meses, foram os de Porto Alegre e Recife, como mostra a tabela abaixo:
| Variação do custo da alimentação fora do domicílio | |||
| Capital | Março | Acumulado do ano | Acumulado de 12 meses |
| Rio de Janeiro | 0,10% | 2,45% | 7,05% |
| Porto Alegre | 0,39% | 2,28% | 9,53% |
| Belo Horizonte | 1,32% | 2,60% | 7,22% |
| Recife | 0,60% | 1,79% | 9,45% |
| São Paulo | 0,40% | 1,68% | 7,21% |
| Distrito Federal | 0,96% | 2,24% | 5,03% |
| Belém | -0,01% | 1,16% | 6% |
| Fortaleza | 0,09% | 1,86% | 8,32% |
| Salvador | 1,37% | 2,56% | 6,74% |
| Curitiba | 1,66% | 2,33% | 7,30% |
| Goiânia | 0,46% | 2,14% | 7,06% |
| Nacional | 0,60% | 2,06% | 7,33% |
Fonte: IBGE
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No domicílio
No domicílio, quem está pagando mais caro são os brasileiros de Curitiba, cuja alta acumulada no ano para comer em casa é de 6,91%, 2,39 pontos percentuais acima da média Brasil, de 4,56%. Neste caso, a principal influência veio do subgrupo Tubérculos, Raízes e Legumes, que, nos três primeiros meses do ano, acumula alta de 19,90%.
Em 12 meses, a alimentação no próprio domicílio ficou 4,70% mais cara e, no terceiro mês do ano, frente a fevereiro, a alta é 2,06%.