Alimentação e Saúde pressionam custo de vida de paulistanos em março

No terceiro mês do ano, o ICV acelerou para 0,78%, variação 0,66 ponto percentual maior do que a apurada um mês antes

•

Human buried in papers
Human buried in papers

Publicidade

SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo subiu para 0,78% em março. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que divulgou os dados nesta terça-feira (9), o resultado é 0,66 ponto percentual maior do que apurado em fevereiro, quando houve variação de 0,12%.

Segundo o indicador, os gastos com itens de Alimentação (0,96%) e Saúde (1,87%) foram os que mais pressionaram o resultado do mês.

Neste sentido, em Alimentação, o acréscimo é reflexo do subgrupo in natura e semielaborados (1,33%), por conta, especialmente, da alta dos legumes, que subiu 10,69%, puxada pela inflação do tomate, que variou 16,92% no mês. Já no grupo Saúde, a elevação resultou do acréscimo acentuado na assistência médica (2,30%), que foi impactada pelo aumento de 2,76% nos convênios médicos.

No que diz respeito aos outros grupos que compõem o ICV, estes registraram as seguintes variações: Transportes (0,66%), Habitação (0,43%), Despesas Pessoais (0,46%) e Equipamentos (-0,10%).

Renda
Por estrato de renda, em março, o custo de vida aumentou para os três grupos analisados pelo Dieese, com destaque para aqueles que ganham mais de R$ 2.792,90 por mês, cujo custo de vida ficou 0,83% mais caro.

Neste caso, diz o levantamento, o maior impacto partiu do aumento com os gastos com saúde.