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Ofertas de ações de Marfrig e Aliansce Sonae; acordo da Petrobras sobre ICMS e mais destaques de empresas

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta sexta-feira (6)

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SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta sexta-feira tem como destaque a estreia das novas ações da Marisa após a oferta de ações, a captação de R$ 1,19 bilhão da  Aliansce Sonae com oferta de 27,7 milhões de ações e o acordo da Petrobras com Pernambuco para encerrar uma disputa sobre créditos de ICMS. Além disso, atenção para a possível oferta de ações da Marfrig, na qual o BNDES pode se desfazer dos ativos do frigorífico. Confira os destaques:

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig pode lançar hoje uma nova oferta de ações, com a qual o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode se desfazer de sua fatia de 33,74% na empresa, informa a Coluna do Broad, de O Estado de S. Paulo.

A operação pode levantar até R$ 2 bilhões.

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O fundador e maior sócio individual da empresa, Marcos Molina, deve participar apenas da oferta prioritária. A ideia é evitar que suas ações sejam diluídas. Assim, Molina deve ter uma fatia minoritária após a operação, mas seguirá no comando do frigorífico, diz a coluna.

Marisa (AMAR3)

As novas ações das Lojas Marisa começam a ser negociadas hoje após a varejista levantar na véspera R$ 515,6 milhões com oferta de 51,6 milhões de papéis ON.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A Aliansce Sonae levantou R$ 1,19 bilhão com oferta de 27,7 milhões de ações. O preço por ação, de R$ 43,00, representa desconto de 3,04% em relação ao último fechamento. A data prevista para início de negociação das ações é em 9 de dezembro, segunda-feira.

Petrobras (PETR3, PETR4)

A Petrobras fechou um acordo com Pernambuco para encerrar uma disputa sobre créditos de ICMS sobre o gás natural que chega ao Estado, reduzindo uma dívida que, ajustada, chegava a R$ 3 bilhões.

Segundo o Valor Econômico, o Estado aceitou receber da estatal R$ 440 milhões, até o próximo dia 20, para evitar não receber valor nenhum.

Cyrela (CYRE3) e Copel (CPLE6)

A Cyrela aprovou dividendos intermediários de R$ 400 milhões, enquanto a Copel aprovou juros sobre capital próprio de R$ 643 milhões.

Rumo (RAIL3) e Vivara (VIVA3)

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Os estrategistas do Itaú BBA recomendam a realização dos lucros com a Rumo e substitui-la por Vivara, mantendo o
peso para ações domésticas inalterado, segundo relatório. A Vivara está capitalizada e pronta para iniciar um plano de
expansão, destacaram os analistas,

A Rumo foi removida para reduzir exposição a ações semelhantes a títulos de renda fixa. A perspectiva para a empresa ainda é positiva, mas há espaço reduzido para o desempenho de ações semelhantes a títulos após a
recente evolução da curva de juros

A atual carteira recomendada do Itaú BBA: Ambev, CPFL Energia, Banco do Brasil, Bradesco, Cyrela, Hapvida, JBS, Multiplan,
Renner e Vivara. Cada nome possui 10% de peso na carteira – 70% em ações domésticas, 10% em commodities e 20% em bancos.

Oi (OIBR3, OIBR4) TIM (TIMP3)

O presidente da TIM, Pietro Labriola, disse acreditar que, num eventual leilão de ativos da Oi, que está em restruturação, espera que os serviços móveis sejam pulverizados entre os ofertantes, para evitar concentração de mercado.

O executivo disse também que acredita que a TIM teria potencial para ficar com a maior fatia dos serviços móveis hoje da concorrente.

Labriola ainda acredita que o preço da internet móvel no Brasil está incompatível com a evolução do uso de dados. Para ele, todas as empresas do setor deveriam deixar de competir entre si e entender que sua concorrência, na verdade, é “a cerveja, o cigarro” – ou seja, gastos pequenos da rotina do cliente.

Ainda sobre a Oi, o Valor também informou hoje que a empresa embolsou em novembro US$ 33,1 milhões em dividendos extraordinários da operadora angolana Unitel, na qual a tele brasileira detém participação de 25%.

Também em destaque, está um relatório do Bradesco BBI que aponta que a rápida expansão de pequenos provedores da Internet no mercado brasileiro poderá desencadear uma onda de consolidação no mercado brasileiro de banda larga em 2020.

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O estudo lembrou que este mercado mudou a partir de 2016, quando os pequenos provedores avançaram em regiões onde as operadoras Oi e Telefônica/Vivo usavam infraestrutura antiga. Os pequenos provedores dobraram sua participação de mercado, de 14% em 2016 para 28% em 2019, atingindo a marca de 9 milhões de assinantes.

“As grandes telecoms sofrem o ataque dos pequenos provedores nas regiões onde usam infraestrutura obsoleta”, comenta um dos autores da análise. A participação de mercado da Telefônica Brasil caiu de 28% para 22%, enquanto a da Oi recuou de 24% para 17%. A queda da Claro foi menor, de 31% para 29%, porque a empresa usa tecnologia a cabo, que é mais moderna. O estudo prevê que os fundos de investimentos deverão consolidar os pequenos e médios provedores, que ou serão adquiridos pelos maiores que possuem fôlego financeiro ou se tornarão eles próprios players importantes neste mercado.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil pode anunciar em breve uma linha de crédito imobiliário referenciada no IPCA, segundo informou a Reuters, citando uma fonte familiar ao assunto.

A ideia é seguir ação da Caixa Econômica Federal, que anunciou a nova modalidade de financiamento em agosto.

Braskem (BRKM5)

A Braskem vai começar na segunda-feira a desocupação de imóveis no entorno de seus poços de extração de sal-gema em Maceió (AL), em áreas de risco. Segundo o Valor Econômico, a ação faz parte de um acordo fechado com a Defesa Civil da cidade.

A petroquímica ainda não informou o custo estimado da ação. Como mostra o jornal, há na Justiça quatro processos contra a Braskem, que juntos demandam quase R$ 40 bilhões em indenizações.

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