Aliança entre Fiat e Chrysler é meta difícil, segundo analistas

Pressionada por governo norte-americano, montadora enfrenta corrida contra o tempo para oficializar negócios com italiana

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SÃO PAULO – Os trinta dias que o governo norte-americano determinou para que a Chrysler formasse uma parceria com a Fiat não parecem ser suficientes para a conclusão do negócio, de acordo com a opinião de alguns especialistas.

Para ser incluída no plano de ajuda às montadoras, rumores afirmam que a equipe de Barack Obama exigiu que a automobilística formasse uma parceria com a italiana até o final de abril, com o intuito de reestruturar a companhia e torná-la financeiramente viável.

Se a operação for concluída a tempo, a empresa resultante será a sexta maior fabricante de veículos do mundo, ficando logo atrás da Ford Motor em volume de vendas. Em nota, as empresas disseram que já negociam a aliança desde janeiro e que ela acabou não saindo por enfrentar “dificuldades substanciais”.

O que dizem os analistas?

Em entrevista concedida à Bloomberg na última segunda-feira (30), o sócio da Amherst Partners, uma consultoria especializada em reestruturações, afirmou que a aliança será “uma meta impossível” e que os trinta dias só devem garantir a falência da montadora.

Robert Nardelli, CEO (Chief Executive Officer) da Chrysler, desconversou e afirmou que a empresa, a Fiat e o Tesouro dos EUA estão trabalhando em conjunto para garantir o apoio necessário aos acionistas da automobilística.

Entre os termos negociados nas duas fabricantes de carros, a italiana pensa em adquirir uma parcela inicial de 20%, expandindo seu controle posteriormente para até 49%. Em troca, ela obterá condições para produzir carros no mercado norte-americano.