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11h40: IMC (MEAL3, R$ 4,07, -17,61%)
A small cap IMC, dona das redes de restaurantes Viena e Frango Assado, vê suas ações desabarem na Bolsa hoje e renovarem mínima histórica, após divulgação de balanço. O papel tem também sua pior sessão da história. No terceiro trimestre, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 11,3 milhões, revertendo lucro de R$ 4,3 milhões em igual período de 2014.
Segundo o BTG Pactual, o resultado veio fraco novamente, com as vendas no Brasil caindo 2,3%, sendo que vendas “mesmas lojas” de aeroportos recuaram 1,2% e 1,8% em shoppings, contra alta de 3,9% em rodovias. No consolidado, o resultado operacional de Brasil (que representa 49,7% do total) caiu 44%, por conta de custos, aluguel e despesas de vendas mais altos.
No geral, comenta o BTG, a companhia está alavancada, com dívida líquida/Ebitda em 4,2 vezes, e anunciou aumento de capital, via emissão de ações, de R$ 100 milhões a R$ 575 milhões, com a ideia de fortalecer o balanço e reduzir o endividamento, assim como buscar melhora operacional no Brasil, cujo custo de aluguel subiu 17%. Para os analistas, o aumento de capital vem em boa hora, mas eles mantêm recomendação neutra para a ação, por falta de visibilidade do case e risco macroeconômico.
11h38: TIM (TIMP3, R$ 8,26, -1,67%)
O presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, afirmou nesta quinta-feira que teve conversa informal com representante da LetterOne antes da empresa russa de investimentos ter iniciado negociações com a Oi (OIBR4, R$ 2,06, -1,90%).
Falando durante uma conferência do Morgan Stanley para investidores em Barcelona, na Espanha, Patuano reafirmou que a empresa será racional e pragmática ao considerar uma eventual venda de sua operadora no Brasil, a TIM. Segundo ele, um movimento de consolidação do setor no país pode ocorrer em 2016, mas um acordo continua sendo difícil de ser alcançado.
11h12: Copel (CPLE6, R$ 30,96, -7,00%)
As ações da Copel desabam após balanço mostrar um lucro sensibilizado pela retração de consumo no seu mercado de atuação, aquém do potencial da empresa. No trimestre, a empresa registrou lucro líquido de R$ 91 milhões, queda de 60,8% ante os resultados do mesmo período do ano anterior. Houve no período diminuição de 2,4% de seu mercado total.
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Segundo o BTG Pactual, o resultado veio fraco e, embora a ação esteja barata, a questão hidrológica (tem muita energia descontratada em 2016) pode comprometer os resultados futuros da companhia e, se estiver certo que o preço da energia é para baixo, a empresa terá dificuldade em contratar tanta energia.
11h40: Gol (GOLL4, R$ 3,44, -1,99%)
Dado que as circunstâncias e expectativas já estavam bem baixas, o fraco resultado da Gol não foi uma grande surpresa ao mercado, mas ainda assim as ações viraram para queda depois de abertura positiva. Além do balanço, a companhia revisou sua projeção de margem operacional (Ebit) em 2015 para o intervalo de baixa de 2% a 0%, ante previsão anterior de alta de 2% a 5%, citando a volatilidade cambial, a queda dos preços internacionais do petróleo e a atual conjuntura econômica.
No trimestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 2,133 bilhões, alta de quase 8 vezes sobre o prejuízo líquido de R$ 245,1 milhões registrado um ano antes. Segundo a empresa, do total do prejuízo, R$ 1,440 bilhão, ou 67,5%, referem-se às variações monetárias e cambiais líquidas. A receita da Gol cresceu 1,1% no terceiro trimestre, para R$ 2,489 bilhões.
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Para o BTG, como as expectativas já estavam bem baixas, o resultado veio até um pouco melhor do que o esperado, com margem Ebit levemente positiva em 0,4%. Além disso, a revisão no guidance da margem Ebit também ficou em linha com a expectativa, reiterando corte de capacidade para o ano, que para o quarto trimestre significa 5% a 7%, o que é uma notícia positiva.
No mais, a empresa anunciou que vai ajustar a frota para os próximos dois anos (ao invés de 15 aeronaves esperadas para 2016 e 2017, vai receber 4), o que é positivo, já que mostra a racionalização adicional de capacidade. “Como esperado, apesar de bem alavancado, perfil de liquidez do balanço está sólido, com mais de R$3 bilhões em caixa”, comentaram os analistas do banco.
11h04: Vale (VALE3, R$ 15,13, -1,24%; VALE5, R$ 12,52, -1,42%)
As ações da Vale caem pelo 7° pregão seguido, acumulando queda de 13% no período, após o minério de ferro atingir menor valor desde julho. Com o movimento, as ações da companhia batem o menor patamar desde 26 de agosto. Essa é a pior sequência de queda desde 20 de maio.
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Hoje, o minério de ferro caiu 1,6% na China, batendo US$ 47,81 – no menor valor desde 8 de julho.
As ações da Bradespar (BRAP4, R$ 7,27, -1,36%), holding que detém participação na Vale, seguem o movimento. A companhia divulgou resultado nesta manhã. A companhia registrou aumento de 1.240% no prejuízo líquido no terceiro trimestre, para R$ 279,9 milhões na comparação anual. No mesmo período de 2014, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 20,9 milhões.
10h48: Suzano (SUZB5, R$ 17,29, +0,82%)
As ações da Suzano sobem após resultado forte, na visão do BTG Pactual, com ajuda do câmbio e melhores preço de celulose. A companhia encerrou o trimestre com Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 1,476 bilhão, mais do que o dobro dos R$ 615 milhões registrados um ano antes. Analistas esperavam, em média, Ebitda ajustado de R$ 1,338 bilhão.
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Por conta do câmbio, a empresa teve um prejuízo de R$ 959 milhões no período, salto ante o resultado líquido negativo de R$ 362 milhões no mesmo período do ano anterior. Analistas esperavam prejuízo de R$ 1,042 bilhão, segundo previsões compiladas pela Reuters.
Segundo o BTG Pactual, o papel tem sofrido por conta do câmbio e correção dos preços na China, mas a parada da Cenibra pode ajudar a sustentar os preços no nível atual. “Resultado de hoje pode ajudar o papel a recuperar momento”, comentaram os analistas. Do topo registrado dia 1° de outubro até agora, as ações caíram cerca de 11%.
10h44: JBS (JBSS3, R$ 14,30, +0,99%)
O ganho com derivativos para proteção cambial e o melhor desempenho operacional no Brasil levou a JBS a registrar seu maior lucro trimestral de sua história. O frigorífico viu seu lucro aumentar em quase 3 vezes, indo para R$ 3,44 bilhões no terceiro trimestre. No ano anterior, a JBS fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,092 bilhão.
Os ganhos com derivativos já eram esperados pelo mercado e resultam da política dehedge da empresa, que visa proteger 100% da sua exposição cambial, incluindo as operações fora do Brasil, que geram receita em dólar.
A receita líquida da companhia avançou 40%, atingindo os R$ 43 bilhões. Já o Ebitda fechou a R$ 3,80 bilhões, com alta de 6% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda da empresa caiu de 11,8% para 8,9%.
O BTG Pactual comentou que, do lado operacional o resultado veio em linha com as projeções revisadas (depois do resultado da Pilgrim’s), enquanto a alavancagem ficou em 2,5 vezes (medida pela dívida líquida/Ebitda), patamar confortável dadas as recentes aquisições. O banco reiterou recomendação de compra da ação.
10h40: Brasil Pharma (BPHA3, R$ 0,47 +6,82%)
A small cap Brasil Pharma (BPHA3) dispara na Bolsa hoje após anúncio de venda da unidade Drogaria Mais Econômica para a Mobius Health, afiliada da Verti Capital, por R$ 44 milhões. O anúncio confirma informação divulgada na véspera pela Reuters. A Brasil Pharma é controlada pelo BTG Pactual.
Além da venda da unidade, a companhia também anunciou que seu Conselho de Administração aprovou a realização de uma oferta pública de ações com esforços restritos de entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões.
10h37: Kroton (KROT3, R$ 11,24, +6,04%)
As ações da Kroton disparam após resultado do terceiro trimestre divulgado nesta manhã. Ontem, os papéis da companhia já subiram forte (+6%), em meio às expectativas pelo número e em pregão de euforia generalizada no mercado.
A Kroton encerrou o 3° trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 407,4 milhões, crescimento de 33,7% sobre o resultado do ano passado. A empresa apurou em Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 508,2 milhões, alta de 27,4%. Analistas esperavam, em média, lucro líquido de R$ 367,7 milhões e Ebitda de R$ 471 milhões.
Para o BTG Pactual, o resultado operacional veio muito bom e um pouco melhor do que o esperado. As provisões com devedores duvidosos também trouxeram boas notícias para margem, enquanto do lado da receita, o ticket médio presencial, que era o grande foco, cresceu 4% na comparação anual, o que, apesar de mostrar uma desaceleração, não foi tão ruim quanto os analistas esperavam.
A XP Investimentos ressaltou que, apesar do crescimento da receita ter ficado abaixo do esperado (+7,8%), os ganhos de margem continuam suportando bons resultados para a empresa, que deve superar o guidance de 2015.
Com o resultado, a Kroton aprovou distribuição de dividendos mínimos obrigatórios de R$ 74,3 milhões, a serem pagos em 18 de novembro.
10h12: Oi (OIBR4, R$ 2,08, -0,95%)
A Oi teve prejuízo líquido de R$ 1,021 bilhão no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de R$ 5 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A companhia apurou queda anual de 3,6% na geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), para R$ 2,178 bilhões.
A dívida líquida somou ao final de setembro R$ 37,2 bilhões, alta de 7,5% sobre o segundo trimestre deste ano, mas queda de 22% na comparação anual.
10h08: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,94, -2,20%)
As ações do BB caem forte, após balanço do 3° trimestre mostrar menor ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) e alta da inadimplência. O banco registrou lucro líquido de R$ 3,06 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 10,1% sobre o mesmo período de 2014. Em bases recorrentes, o lucro do BB foi de R$ 2,881 bilhões, praticamente estável ante os R$ 2,885 bilhões de um ano antes. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de que o lucro excluindo efeitos extraordinários seria de R$ 3,017 bilhões.
Para o BTG Pactual, a primeira leitura é um resultado fraco, com lucro líquido ajustado abaixo do estimado. Mesma visão da XP Investimentos, que ressaltou que o lucro abaixo do projetado contribuiu para um ROE de 13,3%, contra 16,1% no mesmo trimestre do ano passado. Além disso, destaque negativo ainda para o aumento da inadimplência, que passou de 4,8% para 5,2% em um ano.
O resultado abaixo das expectativas, em termos de lucro, fez o banco rever o guidance de ROE para o ano, pois o guidance de ROE em 2015 era entre 14% e 17%, enquanto que no ano está até o momento na casa de 13,7%. Assim, o banco revisou o guidance para entre 13% e 16% de ROE. Também foi revisado projeções de crescimento da carteira de crédito da pessoa jurídica este ano para 5% a 9%, ante 7% a 11% estimados anteriormente.