After Market

Além da Petrobras: Usiminas recebe notificação, Anima cancela compra e mais 6 agitam noite

Confira os destaques da noite desta quarta-feira de empresas da Bovespa

Por  Lara Rizério

SÃO PAULO – Além dos resultados referentes ao ano de 2014 da Petrobras (PETR3;PETR4), que movimentam a noite desta quarta-feira (22), outras notícias agitam o mercado na noite de hoje. Em destaque, a Usiminas (USIM5) informou que recebeu o mandado de citação e intimação da Ternium notificando-a do deferimento do pedido liminar para o fim de suspender a eficácia da eleição do requeridos Lírio Albino Parisotto e Mauro Gentile Rodrigues da Cunha para a cadeira no conselho de administração da companhia.

A companhia informou que dará imediato cumprimento à referida decisão judicial.

Anima 
A Anima Educação (ANIM3) informou nesta quarta-feira que decidiu desfazer o contrato para unir suas operações com as da norte-americana Whitney University System. 

A decisão, comum às duas empresas, ocorreu devido às mudanças impostas ao setor educacional pelo governo federal, que afetaram “as premissas e perspectivas pelas quais foram negociadas as bases estruturais da operação”, disse a Anima em comunicado ao mercado.

O governo federal mudou regras para concessão de financiamentos ao ensino superior por meio do programa Fies, impondo notas mínimas em exames prévios e limitando o total de novas vagas financiadas.

“Apesar do distrato, as partes decidiram promover um contrato de cooperação na área de ensino, a partir do qual a Whitney University System licenciará à Anima Educação os seus softwares de educação à distância e marketing”, afirmou a empresa brasileira sem dar mais detalhes.

Além disso, as instituições controladas pela Anima Educação passarão a fazer parte da Rede Ilumno, que suportará sua internacionalização, acrescentou.

A Anima pagará à Whitney University System 46 milhões de reais pelo distrato.

A companhia brasileira tinha anunciado em dezembro um acordo para unir suas operações com as da norte-americana no Brasil, incorporando à sua rede a Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro, e o Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em Salvador. A transação para a aquisição da Whitney no Brasil era avaliada em R$ 1,143 bilhão. 

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Even
A Even Construtora e Incorporadora (EVEN3) teve queda de 25,3%, para R$ 254 milhões, nas vendas contratadas no primeiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia não lançou empreendimentos no primeiro trimestre.

Segundo a Even, houve uma queda de 10% na venda de unidades remanescentes na comparação anual, enquanto o VSO (Vendas sobre Oferta), que mede a velocidade de comercialização, foi de 8,5%.

A incorporadora entregou quatro projetos no primeiro trimestre, com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 218 milhões.

Tecnisa
A Tecnisa (TCSA3) respondeu esclarecimentos sobre a notícia veiculada pela Revista Isto É Dinheiro em 18 de abril de 2015, sob o título “Tecnisa quer fechar o capital”, a qual informou que “acionistas minoritários da Tecnisa, do empresário Meyer Nigri, estão contrariados com a possibilidade de que a construtora, negociada em bolsa desde 2007, venha a fechar o capital”.

Segundo a Tecnisa, a empresa entrou em contato com o seu acionista controlador que informou estar sempre atento às oportunidades de negócios envolvendo a companhia que surjam. “Entretanto, o acionista controlador esclareceu que, até o presente momento, não há qualquer decisão sobre a realização de eventual operação envolvendo a companhia, inclusive em relação à eventual cancelamento de registro de companhia aberta, tampouco qualquer documento assinado e vinculante”, afirmou.

CR2
As ações da CR2 Empreendimentos Imobiliários (CRDE3) registram uma semana agitada, tendo subido 25% na segunda-feira e devolvendo parte dos ganhos hoje, com queda de 13%.

 A CR2 comunicou hoje ter recebido correspondência de acionista titular de 19,64% do Capital Social com direito de voto, solicitando a adoção do processo de voto múltiplo para eleição dos membros que comporão o Conselho de Administração.

O processo de voto múltiplo será adotado pela companhia na Assembleia Geral Ordinária confirmada para realização em 28 de abril de 2015, às 10:30 horas, no Rio de Janeiro.

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Suzano
A BNDESPar reduziu sua participação nas ações preferenciais da Suzano (SUZB5) de 16,39% para 11,38%. A venda dos papéis, de acordo com o braço de investimentos do banco de fomento, foi feita gradualmente entre 2 de outubro de 2014 e 20 de abril de 2015.

ALL
A Moody’s América Latina colocou hoje os ratings corporativo e sênior sem garantia de ativos reais Ba3/A3.br da ALL em revisão para rebaixamento. O processo de revisão terá como foco a estratégia da nova gestão da empresa, seu plano de negócios revisado e a capacidade da empresa para melhorar seus indicadores de crédito nos próximos anos, informou a agência.

“A revisão dos ratings da ALL foi desencadeada pela divulgação de resultados muito fracos para o ano de 2014, como consequência de atualizações (“restatements”) e perda de valor (“impairment”) dos ativos, levando ao aumento da alavancagem e quebra de covenants, além de preocupações sobre a capacidade da empresa de melhorar seu desempenho financeiro e operacional no futuro, que hoje está abaixo do previsto”, diz o VP e analista líder da Moody’s para esta empresa, Marcos Schmidt.

“O processo de revisão terá como foco a avaliação por parte da Moody’s da estratégia da nova gestão da empresa, o plano de investimentos revisado da empresa e as estimativas para os indicadores de crédito nos próximos anos, principalmente os índices de alavancagem, perfil de dívida e geração de fluxo de caixa livre”, acrescentou Schmidt.

OGPar
A Óleo e Gás Participações (OGXP3) comunicou que foi aprovada no dia 31 de março de 2015, em reunião do Conselho a contratação da KMPG Auditores Independentes para auditar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social de 2015, em substituição à PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. A mudança de auditores se deu por questões comerciais.

A KPMG iniciará suas atividades a partir da revisão das informações trimestrais do primeiro trimestre de 2015.

(Com Reuters)

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