Álcool combustível pressiona inflação para classe média em setembro

Preços subiram 5,22% no nono mês do ano para os consumidores da classe média da cidade de SP

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SÃO PAULO – O álcool combustível (etanol) já pressiona a inflação para a classe média na cidade de São Paulo. Em setembro, o preço do combustível subiu 5,22%, com a maior influência na alta de 0,22% do item Transportes.

A diferença de preços entre álcool e gasolina nos postos de combustível paulistanos, que era de 52,54% em agosto, passou para 54,85% no mês passado. Mas, para o economista da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Gílson Garófalo, a tendência para o mês de outubro é que a diferença entre os preços dos combustíveis se aproxime.

No acumulado do ano até setembro, o preço do álcool combustível caiu 2,27%, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), divulgado nesta terça-feira (13).

Problema anunciado
A alta dos preços do etanol já era esperada, já que o excesso de chuvas no mês de setembro prejudicou os produtores de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, fazendo com que a oferta diminuísse.

Setembro é um mês tradicionalmente mais favorável à colheita, mas o índice alto de chuvas provocou a perda de 11 dias efetivos de moagem da cana-de-açúcar.

De acordo com a Unica, o que se percebe é uma produção abaixo do esperado, devido às chuvas, enquanto há aumento na venda de produtos, atraso no início de operação das novas unidades produtoras (das 23 novas unidades previstas, 17 estarão em atividade até o final de setembro) e ampliação da demanda, provocada pelos baixos preços do etanol desde o início da safra.