Ajuste volta a pesar sobre negócios e mercados globais operam em queda

Analistas destacam necessidade de reforço de fluxo de investimentos externos para continuidade do rali

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SÃO PAULO – Com o cenário externo agitado por definições de política monetária e aquisições corporativas, os mercados globais operam em queda nesta quinta-feira (10), apontando para dificuldades na abertura doméstica.

Após seguidas sessões de ganhos, a quinta-feira é tomada por movimento global de ajuste nas posições de investidores, mais uma vez afetados pelo temor de que os preços das ações podem ter ultrapassado seus fundamentos, enquanto o BoE (Bank of England) decidiu manter a taxa básica de juro e os £ 175 bilhões para compra de ativos.

No plano corporativo, a aparente decisão dos diretores da General Motors pela venda da Opel ganha destaque, ao passo em que internamente ganha importância a retirada do pedido de urgência constitucional dos projetos sobre o pré-sal, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Comentando o desempenho recente dos mercados, “os investidores repercutiram os dados do Livro Bege do Fed, que reforçou em seu comunicado os sinais de estabilização da economia, embora enfatizando a fraqueza do mercado de trabalho e do crédito como possível empecilho a uma recuperação mais consistente”.

Noticiário corporativo

De acordo com agências internacionais, os diretores da General Motors recomendaram a venda da divisão européia Opel à companhia canadense Magna, dando indícios de que a novela iniciada há meses chega perto de seu fim. A decisão também seria recomendada pelo governo alemão.

Em meio a expectativas sobre os destinos da Petrobras e da exploração petrolífera na camada pré-sal, o Governo retirou o pedido de urgência constitucional dos projetos enviados ao Congresso sobre a regulação no setor, após acordo entre as lideranças da Câmara dos Deputados.

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Perspectivas

Os mercados futuros nos Estados Unidos operam em queda nesta sessão, em meio a expectativas sobre os pedidos de seguro desemprego no país, além de dados sobre estoques de petróleo e o saldo da balança comercial. Na Europa, os principais índices acionários também se desvalorizam, trazendo expectativas negativas para o mercado doméstico.

No último pregão, o Ibovespa registrou elevação de 0,10%, atingindo 57.909 pontos. “Próximo aos 58 mil pontos, a bolsa doméstica continua dependente de uma nova onda do fluxo estrangeiro, fato plausível em função da definitiva inclusão do Brasil no ‘Radar’ dos investidores de grande porte internacionais.”