Ajuste perde força nos minutos finais e dólar comercial fecha em alta

Aumento do grau de aversão ao risco nos emergentes continua impulsionando a divisa norte-americana

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SÃO PAULO – Após operar em queda durante quase toda a sessão, o dólar comercial reverteu a tendência nos minutos finais e encerrou com leve valorização nesta terça-feira, em sua terceira alta consecutiva.

Depois de obter fortes valorizações nas sessões anteriores, a divisa norte-americana ensaiou um movimento de ajuste, mas perdeu fôlego na última meia hora e retomou sua trajetória de alta.

Nas últimas dez sessões, o dólar comercial acumula valorização de 11,4%.

Aumento da aversão ao risco

Um aumento do grau de aversão ao risco, diante da preocupação com a trajetória do juro básico norte-americano e com a queda dos preços das commodities, vem espalhando temor sobre os mercados emergentes, com investidores buscando ativos considerados menos arriscados.

Dólar fecha em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2910 na compra e R$ 2,2940

na venda, alta de 0,17% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3390, representando um ágio de 2,10%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 9,87% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,25%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.298,
leve alta de 0,04% em relação ao fechamento
de R$ 2.297

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,43%,
atingindo R$ 2.320 frente
à R$ 2.310 do fechamento de
segunda-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,2930.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,80% para julho de 2006, queda de 0,24 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.