Ajuste de posições e apreensão dos mercados impulsionam dólar comercial

Preocupação com o setor de crédito imobiliário nos EUA, intensificada após o fechamento na véspera, influencia alta

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SÃO PAULO – Seguindo a tendência de abertura, o dólar comercial opera em alta na tarde desta terça-feira, refletindo um movimento de ajuste de posições, após fechar em queda por cinco sessões seguidas.

A moeda norte-americana reflete a apreensão dos mercados internacionais com o setor de crédito imobiliário de maior risco nos EUA. Na véspera, a New Century Financial, uma das maiores concessoras de empréstimos imobiliários de alto risco, afirmou que não possui dinheiro para pagar seus credores.

Nesta terça-feira, a empresa informou que está sendo investigada pela Securities and Exchange Comission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos. As bolsas norte-americanas reagem ao mau humor do mercado e operam em queda nesta tarde.

Dólar comercial opera em alta

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,0960 na compra e R$ 2,0970

na venda, alta de 0,43% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,2700, representando um ágio de 8,30%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,08% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,87%.

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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
opera cotado a R$ 2.102,
alta de 0,36% em relação ao fechamento
de R$ 2.094

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em alta de 0,38%,
atingindo R$ 2.109 frente
à R$ 2.101 do fechamento de
segunda-feira.