Ajuste de posição? Cteep sobe forte e PDG cai 6,9%; veja destaques

Ambas se destacaram entre as maiores oscilações da bolsa na semana passada, embora em pontas diferentes

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SÃO PAULO – Dia volátil para a bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, que operou em alta até o vencimento de opções, virou para o negativo e fechou em queda de 0,48%, aos 61.805 pontos, interrompendo uma sequência de sete altas. Na ponta vencedora, destaque para as ações da Transmissão Paulista (TRPL4), que subiu 7,84% e terminou aos R$ 34,65, enquanto os papéis do PDG Realty (PDGR3) caíram 6,90%, terminando aos R$ 3,91.

Vale lembrar que ambas se destacaram entre as maiores oscilações da bolsa na semana passada, com a Transmissão Paulista recuando 27,67% e a PDG registrando ganhos de 7,69%. “É um ajuste de posição, que é o que guiou a bolsa nessa sessão”, avalia Henri Evrard, analista da Infinity Asset, destacando que – de maneira bem simplista – o que subiu na semana passada foi mal, e o que subiu foi mal.

Neste ajuste de posição, o destaque ficou com as imobiliárias e com as siderúrgicas. Os papéis ordinários da Usiminas (USIM3) caíram 3,25%, terminando aos R$ 13,10, enquanto os preferenciais, listados sob ticker USIM5, recuaram 3,53%, terminando aos R$ 11,49. Essa é a mesma oscilação diária e valor que a ação da MRV Engenharia (MRVE3). Enquanto isso, o papel da Brookfield (BISA3) recuou 4,38%, aos R$ 4,37.

“A gente procurou um motivo para entender esse movimento da PDG, mas tá com cara de realização”, afirma Evrard. A mesma teoria é compartilhada por João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos. O índice registrou uma sequência de sete altas, algo antes visto apenas em janeiro e fevereiro, e algumas ações estavam “esticadas”. “Não vi nada em especial, o mercado, como um todo, iniciou um movimento de realização”, avalia. 

BRMalls compra participações, mas não justifica alta
A BR Malls (BRML3) apresentou proposta única no lote referente a 20% do Macéio Shopping, arrematando a participação pelo valor de R$ 46 milhões durante o leilão na BM&FBovespa para alienar a participação da IRB Brasil em alguns estabelecimentos. A companhia também arrematou o lote referente ao Amazonas Shopping, por R$ 47 milhões. Depois disso, a ação foi registrou alta de 4,53% – segunda maior do índice – e terminou aos R$ 26,97.

O mais provável é que o evento não tenha relação com a alta, acredita Evrard. “O valor de mercado subiu R$ 500 milhões, muito mais do que os R$ 90 milhões gastos por essas participações”, afirma, lembrando que não há desconto que justifique esse tipo de discrepância. O mais provável, porém, é que o bom humor dos investidores em relação ao setor tenha ajudado a alta: shopping centers é uma das principais apostas para o segundo semestre.

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LLX desaba nos minutos finais do dia
Por sua vez, os papéis da LLX Logística (LLXL3) recuaram 6,60%, terminando aos R$ 2,97 – movimento que ganhou forças nos 30 minutos finais de negociação. É válido destacar que Eike Batista, dono da empresa, cancelou a OPA (Oferta Pública de Aquisição) para tirar a empresa da bolsa, na quinta-feira. O papel seguiu tardiamente a perda de forças comum quando isto ocorre, já que na sexta-feira, recuaram apenas o suficiente para levar LLXL3 para o valor em que Eike gostaria de comprar a ação: R$ 3,13.

O cancelamento veio após o laudo de avaliação, elaborado pelo Bank of America Merrill Lynch avaliar que o preço justo para cada ação da companhia orbitasse entre R$ 6,94 e R$ 7,63 – conferindo valor de mercado de R$ 4,81 a R$ 5,29 bilhões para a empresa de logística do empresário.  

Considerando que a companhia possuia 52,30% de seu capital fora das mãos de Eike ou da Ontario Teachers Pension Plan – seu parceiro na OPA -, esses números geraram um rombo bilionário nas contas. Eike planejava desembolsar R$ 1,13 bilhão, mas se tivesse de pagar o preço do laudo, haveria de desembolsar entre R$ 2,51 a R$ 2,76 bilhões.