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A Secretaria do Tesouro Nacional e o Banco Central divulgaram hoje o relatório da dívida pública mobiliária interna referente ao mês de junho, que registrou um aumento da dívida quando comparado ao mês anterior. O anúncio foi feito pelo coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro, Paulo Valle, e pelo chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, Sérgio Goldenstein.
O estoque da dívida pública federal interna em poder do mercado cresceu 4,7% em junho, quando comparado ao mês anterior, passando de R$ 554,56 bilhões em maio para R$ 580,83 bilhões em junho. O incremento ocorre por conta da emissão de títulos federais para atender ao Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais, no valor total de R$ 18,4 bilhões, combinada com a emissão do equivalente a R$ 7,3 bilhões em títulos cambiais no mês.
Quanto ao perfil do tomador dos títulos, o relatório indica que a maior parte das emissões em junho foi adquirida pelas instituições financeiras nacionais (70,36% do total de lotes ofertados), contra 29,64% das instituições estrangeiras. As instituições financeiras nacionais também se destacaram na aquisição de títulos pós-fixados no mês de junho. Da emissão total de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), as instituições nacionais ficaram com 93,13%, sendo que as LFTs são títulos pós fixados porque rendem um prêmio acordado no leilão mais a taxa Selic há época do resgate.
O relatório também destaca o aumento do prazo de vencimento das emissões federais. O volume de títulos públicos federais em poder do mercado, com resgate em até doze meses, representa 31,03% do endividamento público. Segundo o coordenador-geral da dívida, este é o menor patamar desde dezembro de 1999. O desempenho é resultado do resgate de R$ 33 bilhões em títulos públicos e das constantes emissões de títulos de longo prazo. O destaque especial são para as Notas do Tesouro Nacional (NTN-C) e as LFTs mais longas, que atendem à estratégia de alongamento gradual do prazo médio da dívida federal. Paulo Valle lembra que quanto maior o prazo, menor deve ser o risco país.