Ajustando perspectivas, corretora troca ações em sua carteira recomendada

Saem ações da Usiminas e da Localiza, que deixam seus lugares no portfólio para os papéis da Gerdau e da Cosan

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SÃO PAULO – A Itaú Corretora divulgou nesta terça-feira (6) uma atualização de sua carteira de recomendações. Após parecer de seu analista, ela optou pela troca das ações da Usiminas pelos papéis da Gerdau e pela saída dos ativos da Localiza, que cedem espaço para a entrada das ações da Cosan.

“Estamos adicionando de volta em nossa carteira recomendada as ações da Cosan, que foram retiradas no início de março, por conta de nossa preocupação com a temporada de colheita e seu impacto negativo sobre os preços de açúcar”, explica a corretora. “Acreditamos que a joint venture com a Shell deve gerar um fluxo positivo de notícias, na medida em que vai trazer economias de escala e redução de despesas”, completa. Seu relatório de estratégia em renda variável para Pessoa Física é assinado pelos analistas Carlos Constantini, Marcelo Brisac, Susana Salaru e Cida Souza.

Já a retirada da Localiza (RENT3), que teve seu rating de outperform mantido pela analista Renata Faber, se justifica pela falta de catalisadores para as ações no curto prazo. A estabilização das projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010 e a iminência do aperto monetário justificam a tese de investimento mais cautelosa. 

Siderurgia
Segundo Marcos Assumpção, analista do setor de recursos naturais, a siderúrgica de Jorge Gerdau, que teve sua recomendação elevada para outperform, goza de um atraente valuation para 2011 e deve se beneficiar dos maiores preços de aços longos no País, por conta da combinação da aquecida demanda doméstica e o aumento nos preços internacionais. “Além disso, a Gerdau teve desempenho inferior a CSN e a Usiminas no ano, oferecendo um bom ponto de entrada”, completa Assumpção.

Enquanto isso, a Usiminas (USIM5) teve sua recomendação rebaixada para market perform – desempenho em linha com a média do mercado. O recente desempenho das ações, que acumularam alta de 34% desde que tiveram sua classificação elevada em janeiro, e a justa precificação dos ativos de mineração da J. Mendes, em US$ 2,8 bilhões ante a estimativa de US$ 2,1 bilhões do analista, motivaram o downgrade.