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SÃO PAULO – Em meio a um cenário no qual os principais índices acionários norte-americanos alcançaram as máximas do ano e as empresas apresentaram resultados além do esperado, o vice-presidente da BlackRock, Bob Doll, aponta que ainda é cedo demais para criar expectativas de longo prazo.
Embora as condições tenham melhorado na comparação com o ano passado, muitas incertezas permanecem e a economia ainda é “problemática”, declara Doll. “Nós esperamos que a recuperação seja sustentável, mas não temos previsão de níveis robustos de crescimento.”
Ainda é cedo
Para o vice-presidente da BlackRock, apesar de mais de 80% das empresas norte-americanas que reportaram os resultados do terceiro trimestre terem batido as expectativas, ainda há “temores constantes de inflação entre muitos participantes do mercado”.
A preocupação com o risco inflacionário é baseada nos sinais de melhora da economia, na queda do dólar e na alta dos preços das commodities. Contudo, o Federal Reserve mantém a visão de que as condições econômicas ainda restritas garantem a continuidade dos estímulos e a manutenção da taxa básica de juro no patamar de 0% a 0,25% ao ano.
A posição do vice-presidente da BlackRock alinha-se com as declarações do Banco Central. De acordo com Doll, “parece ser improvável que a inflação seja uma ameaça no curto prazo”, de forma que o Fed não deve alterar o curso da política monetária no futuro próximo.
Perspectivas
Embora acredite em uma recuperação sustentável, a BlackRock espera que os indicadores econômicos mostrem-se instáveis, ora com resultados positivos, ora negativos.
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Já no que se refere ao mercado acionário, a expectativa é de continuidade do bull market (mercado em tendência de alta), porém em ritmo mais lento do que nos últimos oito meses. De acordo com Doll, valorizações futuras dependerão de avanços reais nos lucros corporativos – que não sejam baseados, exclusivamente, em medidas de redução de custos.