Mais altas?

Ainda dá para seguir otimista com as ações do setor de educação, diz BofA

Banco traça projeções otimistas para as ações em 2013 e recomenda compra de Anhanguera, Estácio e Kroton - sendo a última a top pick do setor

SÃO PAULO – O otimismo com o setor educacional na bolsa  permanece firme. O Bank of America Merryll Lynch divulgou nesta quarta-feira (7) um relatório enfatizando que o setor continuará a apresentar performance acima da registrada pelo mercado. As ações de empresas de educação têm se tornado cada vez mais defensivas ante desemprego e ciclos econômicos, pela visão da instituição.

E o reflexo dessa preferência tem sido visto na Bovespa. No ano, os ativos da Kroton (KROT11) já subiram mais de 125%, enquanto os da Estácio (ESTC3) saltam 121,5% e os da Anhanguera (AEDU3) se valorizam 72,01%. A última empresa, aliás, divulgou o resultado referente ao terceiro trimestre na última terça-feira, trazendo lucro líquido 172,16% maior no terceiro trimestre frente à igual período de 2011, para R$ R$ 47,9 milhões. 

Entre os principais motores para impulsionar o setor, estão o ainda baixo índice educacional da população no País, o crescimento da procura por ensino à distância e o sistema Fies (Financiamento Estudantil), que tem contribuído para atrair mais alunos para os bancos universitários, ressaltam os analistas Thomas Humpert e Maurício Fernandes, que assinam o relatório divulgado na última terça pelo banco.

As preferências
O BofA recomenda a compra das três ações presentes em seu universo de cobertura Kroton, Anhanguera e Estácio -, sendo que a Kroton é escolhida pelo banco como a top pick dentre as empresas de educação. Sobre ela, Humpert e Fernandes esperam que ela registre expansão robusta, colaborada pelas recentes aquisições da Unopar e Uniasselvi. O preço-alvo para as ações da companhia foi elevado de R$ 40,00 para R$ 50,00, o que representa potencial de alta de 18,82%.

A expectativa do BofA com a Anhanguera é de que a empresa reporte outra vez crescimento bruto de margem orgânica de campus, e reitera que a evolução foi de 50% nos nove primeiros meses deste ano ante 48% do volume informado em igual período de 2011. A instituição aumentou o preço-alvo de R$ 33,00 para R$ 42,00, sugerindo uma valorização de 19,15% para os ativos.

Sobre a Estácio, os analistas esperam que haja aumento de cerca de 17% no número de alunos na base anual de comparação, menores evasão de estudante e despesa pessoal. A equipe reajustou o preço-alvo para R$ 46,00 ante R$ 33,00, projetando potencial teórico de 15,14%.